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A transformação digital e a velha economia

Tenho muitas dúvidas se as empresas tradicionais e seus líderes estão decodificando adequadamente os fundamentos das transformações da sociedade e os impactos em seus negócios.

Em algumas situações, percebo que empresas tradicionais têm se aproximado de startups e desse contexto digital por ser algo hype.

Me lembra quando iniciou-se o movimento de valorização da sustentabilidade onde muitas companhias entraram nessa onda mais por uma estratégia de marketing do que por respeitar os fundamentos do conceito e suas implicações.

A comprovação desse desvio se tangibiliza na fala que valoriza alguns elementos estereotipados junto a startups (como a importância de um Café aberto 24 horas ao lado de determinado co-wotking, pois “essa galera tem o hábito de trabalhar muito” ) e até mesmo no chamado physique du role que obedece o receituário clássico e causa até estranhamento visual devido aos contrastes.

Não sou daqueles que sentencia que as empresas tradicionais sucumbirão perante as novas organizações. Pelo contrário, advogo que a grande oportunidade reside no que chamo de “encontro de gerações” onde o conhecimento e capital de empresas consolidadas se encontra com o virtuosismo e impetuosidade dos novos empreendedores e suas startups. Aliás, dedico boa parte do meu próximo livro a conceituar esse tema.

É requerido, no entanto, que exista legitimidade em todo processo. Que o movimento seja verdadeiro e autêntico. Para isso, os líderes tradicionais devem ter boa dose de humildade e exercitar uma das competências mais importantes dessa nova Era: aprender a desaprender (ops, outro conceito que trabalho no livro).

Por mais clichê que seja o fato é que em um ambiente repleto de ameaças residem oportunidades incríveis. Quem fizer a leitura adequada do contexto antes, tem mais chances de prosperar.

O que você acha? Essa visão faz sentido para você?

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