segunda-feira, dezembro 11, 2017

Em 1991, comecei a trabalhar na Folha de S.Paulo como contato publicitário. Tinha 21 anos e ao me encaminhar ao Departamento de RH da empresa, me encantei ao ser recebido por um ascensorista no elevador do prédio principal localizado na Alameda Barão de Limeira.

Ops…você não sabe o que é um ascensorista? Não se espante. Isso é coisa da minha geração.

A definição formal para que ocupa esse cargo é “o indivíduo que opera elevadores”. Isso mesmo. É como se fosse um “motorista” de elevador.

Antigamente, todos os elevadores tinham a necessidade de um ascensorista para operá-los. Quando os equipamentos ficaram mais seguros e automatizados, verificou-se a oportunidade de abrir mão desses profissionais.

Sabe o que aconteceu?

Uma mobilização, pois as pessoas se sentiam inseguras sem aquele profissional assessorando o passageiro. O que aconteceria se houvesse um problema na viagem? E a questão da segurança? As pessoas seriam capazes de viajar naquele equipamento autonomamente?

Bem, não é necessário ser nenhum gênio para saber o que aconteceu com todas essas indagações, não é?

Foram superadas pelo avanço tecnológico e pelos benefícios incontestes do novo modelo.

Me recordei desse exemplo ao refletir sobre os carros autônomos, sem motoristas. Existe uma baita insegurança atualmente, porém, com o tempo, essa percepção será mitigada como foi no caso do ascensorista.

É evidente que o exemplo tem uma função mais simbólica, posto que os riscos inerentes ao trânsito urbano são maiores do que viajar em um elevador. No entanto, faço um alerta: em termos de PERCEPÇÃO de risco, o do elevador era bem sério. Talvez do mesmo tamanho, guardadas as devidas proporções.

Os impactos da evolução tecnológica são como ondas. Primeiro uma marolinha. Depois vai crescendo e, de repente, BUMM….se transforma em um tsunami, irrefreável.

Vence quem faz a leitura mais rápida do contexto e se integra as transformações. Quem não tem o mesmo comportamento, corre o risco da obsolescência, tal qual aconteceu com os ascensoristas.

Fique ligado e não deixe essa onda lhe atingir sem que esteja atento. Por mais ameaçador que seja esse contexto, existem oportunidades incríveis ainda não mapeadas por todos.

Ah, em muitos prédios públicos ainda encontramos ascensoristas. Que figura forte para ter uma visão geral da nossa sociedade, não é?

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

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