segunda-feira, dezembro 11, 2017

É impossível estudar o mundo da gestão sem entender a obra e influência de Peter Drucker no ambiente corporativo. Drucker foi o primeiro pensador a sistematizar o estudo sobre administração. Justificadamente é conhecido como o pai da administração moderna e o mais influente pensador do mundo da gestão. O “guru dos gurus” talvez seja o título mais popular que recebeu. Curiosamente essa era uma das alcunhas que mais desprezava. Drucker mencionava que o termo “guru” só é utilizado porque a palavra “charlatão” é longa demais. Independente dos títulos e terminologias viajar pela obra de Peter Drucker significa viajar pela história da gestão. É absolutamente surpreendente a contemporaneidade de conceitos e pensamentos que foram elaborados há mais de 60 anos (alguns remontam ao período pós 2ª Guerra Mundial). Fruto de seu pioneirismo e brilhantismo, sua influência é tão avassaladora que é difícil encontrar um único conceito do mundo da gestão que não tenha alguma referência fundamentada em um de seus pensamentos
Ao longo de seus 95 anos de vida (faleceu em 11 de novembro de 2005), escreveu mais de 38 livros que venderam milhões de cópias em 37 idiomas. Nascido na Áustria tornou-se cidadão americano em 1943. Nessa época o ambiente acadêmico dirigia sua atenção predominantemente ao contexto econômico, Drucker, porém, interessou-se desde cedo pelo mundo da gestão. Como resultado deste interesse publicou em 1945 sua primeira obra que se tornou um clássico: “Concept of Corporation”.
O livro originou-se de um convite que Drucker recebeu do lendário presidente da General Motors, Alfred Sloan, para estudar o modelo de gestão da companhia (a maior corporação da época). Desse estudo, que levou 18 meses, emerge os primeiros conceitos que iriam revolucionar o mercado automobilístico mundial e influenciar toda a indústria japonesa no futuro. Drucker apregoava a necessidade da adoção da autogestão em detrimento da clássica linha de montagem. Sua visão era que esse sistema não era o mais produtivo já que a linha se movia ao ritmo do operário mais lento em detrimento dos mais rápidos que se tornavam improdutivos e frustrados. Se nesse modelo o homem servia ao sistema, no modelo sugerido por Drucker, o sistema deveria servir ao homem. Sloan não adotou essas sugestões e manteve seu modelo. Nunca saberemos se arrependeu-se por essa decisão, porém o fato concreto é que esses mesmos princípios foram os principais responsáveis por levar os japoneses à liderança do setor automobilístico nos anos 70.
O lançamento dessa obra marca o início formal da jornada intelectual de Peter Drucker. A profundidade de seu pensamento nunca ficou restrita aos limites do meio empresarial. Um de seus principais méritos foi trafegar com fluidez por diversas ciências que vão da filosofia a psicologia, passando por antropologia, artes, política e tudo mais que lhe interessasse. Seu estilo predominante, porém, inegavelmente residia em seu foco em entender minuciosamente a história dos contextos que estudava. Como foi o principal precursor do management mundial, sua base teórica sempre foi baseada na história e não no pensamento de outros autores. É nesse contexto histórico que buscava referências para embasar suas teorias. Ao contextualizar a forma como as empresas se estruturaram em organogramas clássicos, por exemplo, descreve sua origem no exército Prussiano do século XVIII e já traça uma visão da influência desse modelo na gestão do século XX. Drucker foi um grande historiador do management.
O fato de ter uma formação em literatura e de ter exercido a profissão de jornalista no início de sua carreira talvez explique a facilidade com que Drucker conseguia exprimir conceitos complexos de forma absolutamente simples. Seus textos têm muita qualidade estética e são absolutamente pragmáticos. Você não encontra diagramas complexos ou figuras para explicar conceitos. Drucker prefere contar histórias.
Uma de suas principais fortalezas foi a de articular muito bem os contextos macro e micro ambientais. Da mesma forma, que aborda com sobriedade temas como os efeitos da globalização, a influência do avanço dos mercados emergentes discute conceitos como gestão do tempo, produtividade e outros mais táticos. A síntese de toda sua obra reside, justamente, na articulação de duas visões associadas a esses dois contextos: as corporações são parte do sistema social e tem ocupado posição central na sociedade e as práticas de gestão resultam em organizações mais eficientes e eficazes.
Como desdobramento da essência desse pensamento temos uma análise mais holística a respeito do papel da organização na sociedade e sua relação com todos os atores desse sistema e a importância do foco na operação das tarefas de gestão visando uma maior produtividade da corporação. Alia-se nesse pensamento a visão estratégica com a tática.
A visão macro a respeito do contexto social das organizações originou-se logo no início da Segunda Guerra Mundial quando o interesse de Drucker pela organização moderna, pela empresa e pela administração o levou a analisar a sociedade moderna. Nesse estudo identificou que a organização moderna, e especialmente a grande empresa, estava se transformando rapidamente no novo veículo de integração social. Note que estamos retratando uma visão cunhada na década de 40 quando a visão predominante ainda era do mecanicismo pós-revolução industrial.
Esse pensamento foi essencial para sua visão a respeito da finalidade da empresa. Segundo o pensador, a finalidade da empresa não é ganhar dinheiro. Ganhar dinheiro é uma necessidade para a sobrevivência. A finalidade de uma empresa é criar um cliente e satisfazê-lo. Dentro da organização só existem custos. Seus resultados encontram-se fora da organização resultantes de clientes satisfeitos. É para isso que uma empresa é paga (essa abordagem está totalmente alinhada com a já comentada visão de Theodore Levitt a esse respeito). Drucker comentava que organizações bem sucedidas não se preocupam em serem felizes; elas são obcecadas em fazer o cliente feliz (e assim cumprem o primeiro objetivo).
Considerando o papel social da organização, sua função de atrair e satisfazer clientes deve ser realizada tendo como foco entregar valor ao ambiente onde essa corporação está inserida: a sociedade. A empresa moderna é uma organização humana e social. Com essa visão Drucker rompe com a visão tradicional, mecanicista cujas bases estavam fundamentadas na orientação em se extrair a maior valia para a companhia dos esforços de seus trabalhadores sem considerar seu bem estar e os efeitos dessa ação sobre a sociedade nas mais diversas esferas: ambientais, trabalhistas, sua influência no núcleo familiar e assim por diante.
Para que a organização moderna tenha êxito ela deve se valer de práticas da administração (ou o que atualmente também denominamos como “gestão”). Como o primeiro pensador a debruçar-se de forma sistêmica e em profundidade a análise da administração moderna, Drucker constrói conclusões a esse respeito que ainda hoje são contemporâneas, pois sua adoção não é simétrica nem linear por todos os líderes corporativos. A essência dessa construção residia em sua crença de que a administração não é uma ciência e sim uma prática. E como toda prática deve se nutrir de um amplo campo de ciências verdadeiras. Por isso a Administração deve beber de outras fontes como História, Filosofia, Psicologia, Economia e assim por diante. É daí que vem o conceito de “administração como arte liberal” (um dos artigos mais brilhantes do autor é sobre esse tema e leva o mesmo título). O pensamento é totalmente pertinente e deveria permear todos os modelos de capacitação de profissionais desenvolvidos no mercado. Essas disciplinas do campo das chamadas “ciências puras” deveriam estar presentes, de forma estruturada, nos programas das escolas de negócios e nas faculdades de administração, pois trazem uma contribuição de extrema relevância em um ambiente empresarial caracterizado pela complexidade.
Atualmente já encontramos no âmbito corporativo companhias que adotam essa preocupação em seus projetos de capacitação. Basta notarmos como profissionais com notório reconhecimento em disciplinas como Filosofia, Psicologia, Ética estão cada vez mais presentes no ambiente corporativo. Para que essa prática, no entanto, traduza-se em resultados efetivos é necessário que sempre ocorra uma adequada correlação e fundamentação dos pensamentos gerados nesses contextos em relação aos desafios presentes na companhia. Drucker acreditava que os conhecimentos provenientes de outras ciências deveriam ser polarizados em torno da eficácia e dos resultados almejados – construir uma casa, planejar e vender um novo sistema tecnológico, curar um paciente doente. Assim não se corre o risco de desassociar essa busca do conhecimento da realidade das organizações.
A crença de Drucker a esse respeito é tão forte que, baseado no avanço da importância da organização em nosso mundo, a administração será a disciplina responsável por recuperar a relevância e o impacto das chamadas ciências humanas e morais na sociedade. Trata-se de uma visão premonitória já que encontramos na pauta de qualquer CEO atualmente temas como ética, relações sociais (sociologia, antropologia), comportamentais (psicologia na análise do comportamento do consumidor, por exemplo) e assim por diante. Não é surpreendente que a frente de um dos maiores bancos privados do país, o Bradesco, esteja um CEO com formação em filosofia (Luis Carlos Trabuco).
Um exemplo emblemático dos benefícios da adoção de conhecimentos transversais na gestão é apresentado pelo próprio Drucker em uma de suas bem sucedidas incursões ao meio corporativo (talvez essa seja a mais bem sucedida): a recuperação da indústria japonesa. Em uma de suas obras, Drucker comenta que sempre foi um apaixonado pela arte oriental a qual estudou muito. Em sua primeira passagem pelo Japão surpreendeu e conquistou a simpatia e confiança de seus anfitriões ao abordar o tema com desenvoltura mostrando todo seu respeito pela milenar cultura oriental. A partir daí procurou utilizar seu conhecimento histórico cultural sobre o país para auxiliá-lo em suas construções teóricas sobre os diversos temas que surgiam praticamente do zero, pois toda a nação japonesa estava se reconstruindo alicerçada sobre novos fundamentos. O sucesso de todo esse processo se concretiza no avanço da economia japonesa ao topo do mundo com seu modelo de gestão conquistando mercados e sendo exportado como modelo de excelência mundial. Como reconhecimento por sua ação, Peter Drucker é considerado pelos japoneses como um dos três principais estrangeiros responsáveis pela recuperação econômica do país após a Segunda Guerra Mundial (os outros dois são Joseph Juran e Edward W. Demming).
Esse caso também é emblemático por traduzir a visão do autor a respeito da importância da administração na sociedade moderna. Considerando o arranjo atual, os impactos da boa – ou má – administração fazem se sentir nos mais diversos contextos da sociedade e não somente no ambiente empresarial tradicional. Atualmente evidencia-se essa relevância quando observamos que o êxito de entidades em diversas esferas depende da qualidade de sua gestão. Enquadram-se nessa categoria governos, hospitais, escolas, e entidades dos mais diversos perfis. Baseado nesse pensamento, Drucker contribuiu para alçar a disciplina à posição de destaque em todo contexto social indo além do ambiente empresarial. Investir no avanço da qualidade de gestão dos cidadãos de uma nação é, acima de tudo, um objetivo social.
Esse pensamento trouxe outra conseqüência que gerou um impacto de absoluta relevância na sociedade. Drucker foi o primeiro pensador a enxergar a importância da ação das chamadas “organizações não governamentais” na sociedade. Percebeu de forma pioneira que os desafios estavam crescendo de forma exponencial e seriam necessárias instituições que navegassem tanto pela esfera pública quanto privada para atender a objetivos específicos de muita relevância para a sociedade. Contribuiu pessoalmente para o desenvolvimento de diversas instituições com esse perfil, além de ser o fundador de sua própria instituição a “Drucker Institute” cuja missão é melhorar a sociedade estimulando a eficácia na gestão e liderança responsável. Drucker acreditava com vigor que os líderes da nova sociedade surgiriam dessas organizações já que os desafios impostos por sua gestão representavam oportunidades únicas de aprendizado e desenvolvimento de habilidades.
Por meio de sua visão holística sobre a administração, Drucker acreditava que a disciplina lida, sobretudo, com valores humanos e sociais. Como a empresa existe para alguma finalidade além de si mesma, a administração surgiu para a consecução desses fins organizando os seres humanos para atuação conjunta criando uma organização social. Somente quando a administração consegue tornar os recursos humanos da organização produtivos é que se torna capaz de alcançar os objetivos e resultados externos desejados. Essa abordagem pioneira na época, mas ainda contemporânea nos dias atuais em determinados contextos, abriu uma nova perspectiva na visão sobre gestão considerando as pessoas como recursos estratégicos de qualquer organização.
Essa abordagem pode parecer pouco pragmática, com um viés mais social do prático.
É aí que mais uma vez encontramos o brilhantismo do autor em correlacionar teoria e prática de forma única ao contextualizar a existência do lucro na esfera corporativa não se restringindo a conceitos utópicos desassociados da realidade. Segundo o autor a primeira responsabilidade social de uma empresa é gerar excedente adequado, seu lucro. Sem um excedente adequado, ela estará roubando da comunidade e privando a sociedade e a economia do capital necessário para gerar empregos para o futuro. O lucro é a conseqüência e justifica a existência da companhia. Não é um fim em si mesmo, porém sem ele nenhuma organização sobrevive.
A síntese do pensamento de Drucker integra o aspecto social e mercadológico: toda organização deve aliar sua ação orientada ao lucro com a entrega de valor à sociedade. A perenidade da companhia com sustentabilidade é uma resposta que a própria sociedade dá, representada por clientes fiéis, aos esforços realizados pela organização.
Drucker, no entanto, começou a preocupar-se com essa perenidade sustentável das corporações quando observou, há mais de 30 anos, o avanço da tendências das organizações e seus gestores orientarem seus esforços a objetivos de curto prazo em detrimento de iniciativas relevantes para a longevidade do negócio. Em mais de um artigo, comentou que existia um claro conflito de interesses na mentalidade que começava a imperar no mercado corporativo dirigida, principalmente, pelos impulsionadores do mercado acionário.
Nesse mesmo contexto, em 1983 Drucker apontava o chamado ‘efeito cobiça’ representado pelos altos salários dos CEOs. Sugeria que o padrão de recompensa baseado em bônus estratosféricos orientados a objetivos de curto prazo era um erro que deveria ser corrigido pela gestão. Dentre outros aspectos, o autor considerava que não faz sentido as astronômicas diferenças de remuneração entre os líderes e seus subordinados.
Como que antevendo uma realidade que ficou absolutamente clara com a recente crise global, Drucker afirmou categoricamente em um artigo datado de 1998 que esse padrão era “moralmente e socialmente inaceitável e nós iremos pagar caro por isso” (Exame, p 112, 1998). A premissa de que a organização é, acima de tudo, uma entidade social não comporta essa lógica e ainda hoje nos encontramos no dilema de encontrar um modelo que recompense os esforços individuais considerando o alinhamento com a sustentabilidade e perenidade da organização.
Orientar exclusivamente todos os esforços da corporação ao lucro, portanto, não é o suficiente para a perenidade da companhia. Existe outra dimensão não relacionada à visão de curto prazo sempre muito enfatizada por Peter Drucker: é necessário sempre preparar-se para o futuro. Uma das frases mais célebres do autor era a de que “a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Se uma empresa não é capaz de perpetuar-se significa que ela falhou. E para isso é necessário acompanhar as transformações do contexto. Uma empresa que apenas perpetua o nível atual de visão perdeu sua capacidade de adaptação. E como a única certeza que temos nos negócios é a mudança, ela não conseguirá sobreviver em um futuro modificado. Essa visão é de absoluta atualidade, pois a velocidade da mudança em nossos tempos é muito mais avassaladora do que quando foi elaborado esse pensamento.
O rigor intelectual de Peter Drucker não deixava escapar questões essenciais que, por um motivo ou outro, representavam desafios e implicações a seu pensamento. Enquadra-se nesse contexto sua visão sobre a importância da qualidade na gestão interna dos recursos disponíveis da corporação. Só mesmo por meio de uma gestão adequada é que são aproveitadas todas as oportunidades geradas pelo mercado. Nesse ponto é que aborda um tema que atualmente encontra-se muito em evidência no ambiente empresarial: a importância da execução da estratégica como fator crítico de sucesso para qualquer organização.
Sem utilizar essa terminologia da forma que é adotada atualmente, Drucker enfatiza a importância da tarefa. Segundo ele, os gestores mais bem sucedidos são aqueles que fazem as coisas certas acontecerem. A principal pergunta que deve ser feita para aumentar a produtividade de uma companhia é: Qual é a tarefa?
É a partir dessa resposta que surge uma infinidade de orientações destinadas a fazer com que o profissional seja mais eficaz. Uma de suas obras, “O Gerente Eficaz”, é destinada integralmente a geração de conceitos práticos cujo principal objetivo é fortalecer o foco na tarefa para uma execução eficaz.
Ao mirar seu foco em aspectos mais comportamentais do trabalhador, Drucker chegou a uma de suas conclusões e visões mais relevantes a esse respeito. Em 1959, há incríveis 50 anos atrás, ele cunhou o termo “trabalhador do conhecimento”. Essa visão evidenciava as mudanças que estavam ocorrendo e iriam se acelerar no perfil do trabalho e do trabalhador. A ascensão do conhecimento redimensionou as relações capital x trabalho e é a base para a sociedade contemporânea.
Essa visão representou importante ruptura com o modelo até então estabelecido e trouxe consigo a crença a respeito do potencial existente em toda organização representada pelo capital intelectual de seus colaboradores. Para realizar esse potencial, no entanto, as organizações devem criar o contexto adequado para que essas pessoas possam oferecer suas contribuições. De acordo com o autor, ao longo da história, a maioria esmagadora das pessoas jamais precisou perguntar: “Como posso contribuir?”. Diziam-lhes como deviam contribuir, e suas tarefas eram ditadas ou pelo trabalho propriamente dito – como acontecia com o camponês ou com o artesão – ou por um senhor ou senhora, como acontecia com os servos domésticos.
Nesse novo contexto as pessoas devem ser incentivadas a contribuir. Indo mais além, Drucker enfatiza que uma pessoa eficaz coloca seu foco na contribuição. Ela pára de olhar para o seu próprio trabalho e olha para fora, para as metas. Ela se pergunta: “Que tipo de contribuição posso oferecer que afetará significativamente o desempenho e os resultados da empresa para a qual eu trabalho?” Sua ênfase é colocada na responsabilidade. Não há como voltar à velha pergunta de fazer o que lhe mandam ou lhe atribuem.
Essas contribuições devem estar integradas a um propósito maior, alinhadas com a visão da corporação acerca de seu futuro e suas crenças. Para isso é necessário que a organização seja fundamentada tendo como base um compromisso com metas e valores comuns. Sem tal compromisso não pode haver um empreendimento, mas somente uma turba de pessoas. Um empreendimento tem que ter objetivos simples, claros e unificadores que devem ser comunicados com exatidão como comentamos no artigo “Gestão por propósitos”.
Essa perspectiva traz consigo as primeiras referências do autor a respeito da cultura organizacional. Na obra “The Practice of Management”, publicada em 1954, Drucker trouxe esse tema à tona quando fez menção ao “espírito” de uma organização que é justamente o elemento integrador de todos os esforços individuais da corporação.
Seria necessário construirmos inúmeros outros artigos apenas para discorrer sobre os conceitos que foram lançados por Peter Drucker no mundo da gestão e que consolidaram-se nesse ambiente. Além dos já citados “trabalhadores do conhecimento”, das referências sobre cultura organizacional, da adoção do conhecimento de outras ciências na gestão, foi Drucker quem primeiro abordou a importância das privatizações, o conceito de gestão por objetivos, a descentralização da empresa dentre muitas outras idéias que sempre caracterizavam-se por extrema clareza e alinhamento com a realidade prática.
O conhecimento de Drucker é essencial. É essencial por retratar a essência do mundo da gestão. É essencial por ser indispensável para entendermos o contexto que estamos inseridos e nossos desafios. Talvez a maior premonição do maior pensador do management mundial de todos os tempos tenha sido entender que o contexto corporativo é um contexto que seria dirigido cada vez mais pela instabilidade, pela imprevisibilidade, pela mudança. A maior contradição é que apesar de toda essa mudança encontramos em seu pensamento conceitos de extrema profundidade, simples e brilhantes que nunca mudam. Muitas das respostas para nosso futuro repousam no conhecimento passado de Peter Drucker.

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

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