segunda-feira, dezembro 11, 2017

Quem me conhece sabe que sou um leitor voraz. Leio tudo o que cai na minha mão. Desde o ano passado, no entanto, decidi estabelecer uma meta de leitura mínima durante o ano. E não vale só livros de negócios. Tenho de trafegar por todo tipo de leitura. Ano passado li mais de 12 livros e esse ano quero chegar a, no mínimo 15. Já li 3 e quando estava decidindo para onde ir cheguei à conclusão que estava na hora de revisitar Peter Drucker. Em 2010, quando escrevi o livro “Movidos por Ideias” com meu amigo José Salibi Neto e com a colaboração da amiga Adriana Sales, estudei em profundidade o “Guru dos Gurus” e minha admiração por essa lenda da gestão só aumentou.
Pois, essa semana quando resolvi voltar a ler o autor me impressionei novamente. Estou lendo uma coletânea de textos de Drucker de 1999 a 2001 (quando ele tinha “apenas” 91 anos de idade). A lucidez com a qual Drucker prediz o futuro é incrível. Veja esse trecho:
“…subornar os trabalhadores do conhecimento, de quem dependem essas indústrias, simplesmente não dará certo…provavelmente em dez anos, dirigir uma empresa ‘voltada para o acionista’ (a curto prazo) como seu primeiro – e talvez único – objetivo terá se tornado contraproducente…o desempenho passará a depender de se dirigir a instituição de forma a atrair, reter e motivar os trabalhadores do conhecimento”
Novamente reforçou uma informação: Drucker escreveu isso em 1999, ou seja, há cerca de 15 anos. Se fizermos uma pausa para encarar como, cada vez mais, as pessoas não buscam emprego e sim propósitos, empresas com as quais se identifiquem e tenham um alinhamento de valores, iremos notar como acertou em cheio o estudioso.
Drucker foi um dos primeiros experts (não gosto da palavra Guru…) a afirmar que para uma empresa, o lucro é consequência e não causa. Uma empresa que vive simplesmente pelo lucro não se perpetuará. Empresas são entidades sociais e, como tal, existem para servir a sociedade que, em contrapartida, lhe recompensa com o lucro.
Por isso sempre digo que a primeira coisa que você deve fazer ao empreender um novo negócio ou empreender uma carreira em uma empresa privada é refletir sobre os valores dessa companhia, seu propósito e como ela irá criar valor a sociedade. Não estou querendo disser que devemos abrir mão do lucro. Pelo contrário, as empresas que mais criam valor a sociedade em que atuam tendem a obter maiores lucros do que aquelas que não tem esse foco.
Para as empresas me parece que não é uma questão de escolha. A perpetuidade de seu negócio depende de uma visão baseada em propósitos.
Para as pessoas, trabalhadores ou empreendedores, é só uma questão de escolha. A decisão está em suas mãos.
Para fechar: deveria haver uma lei obrigando a toda pessoa que deseja atuar no mercado de gestão a ler Peter Drucker. Certamente teríamos profissionais mais bem preparados e um mundo mais feliz.

PS.: Para quem deseja saber mais de Drucker, reproduzi abaixo na íntegra o capítulo do livro “Movidos por Ideias” onde me aprofundo sobre sua obra e influência para o mundo da gestão.

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

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