segunda-feira, dezembro 11, 2017

Quando era adolescente passava horas em frente ao meu aparelho de som 3 em 1 ouvindo rádio para gravar minhas músicas preferidas em fitas cassete. Era um trabalho que requeria dedicação, pois eu tinha de aguardar o momento exato que ia tocar justamente aquela música que eu desejava para disparar o REC do gravador no minuto preciso. Assim colecionei um monte de fitas cassete TDK que devo ter até hoje em algum lugar esquecido.

Também já cansei de alugar casas na praia ou no interior para passar um feriado ou final de semana. Alugava diretamente com o proprietário que, pelo fato de não utilizar sua propriedade naquele período, fazia uma graninha extra.

Via de regra, nessas viagens utilizávamos um carro de um amigo e rachávamos a gasolina, o pedágio e demais despesas da locomoção. Era uma forma do proprietário do carro fazer uma grana com o espaço ocioso do automóvel economizando um recurso que ele iria gastar de qualquer forma.

Vejam que apenas nesses exemplos triviais, que devem ter acontecido com qualquer pessoa de minha geração, identificamos 3 negócios da nova economia cujo valor atual excedem R$ 20 Bilhões cada um: o Spotify, o Airbnb e o Uber. Notem que a demanda já existia e esses players foram capazes de mapear uma oportunidade criando uma solução até então inexistente.

Essa solução só pode ser gerada devido ao avanço da comunicação que permite o tráfego instantâneo e em larga escala de qualquer informação, seja de um conteúdo ou de uma oferta de música, hospedagem ou transporte.

Pela primeira vez na história da humanidade é possível começar um negócio do zero, com baixo investimento e transformar cadeias de valor inteiras como é o caso desses 3 protagonistas. É o poder da tecnologia da informação que empodera empreendedores que nunca teriam essa perspectiva tempos atrás. Não estou dizendo que é fácil e sim que é possível.

Quando tive o insight desse texto, surgiu uma reflexão que, na realidade, é uma provocação: quantas oportunidades não mapeadas estão aí dando sopa, aguardando uma solução disruptiva que irá facilitar ao máximo a vida dos clientes? Quantos problemas existem e podem ser melhor resolvidos por meio da adoção de novas soluções (é difícil entender a gravação das fitas cassete no meu 3 em 1 em um contexto onde posso ouvir a música que eu desejar, quando e onde preferir no meu celular)?

Esse mundo das oportunidades está muito mais próximo do que você imagina. Uma de minhas visões preferidas é que o bom empreendedor é aquele que olha para onde está todo mundo olhando e enxerga o que poucos estão vendo.

Um bom começo é exercitar essa visão e adotar a inquietude como modelo padrão de comportamento. Modo curiosidade ativado. Que tal?

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

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