segunda-feira, dezembro 11, 2017

Imagine que você acaba de receber um convite: você é convidado a participar de uma jornada de educação que irá transformar sua vida. Essa jornada acontecerá dentro de uma sala de aula durante cerca de 20 horas semanais, abordará diversos temas pré-definidos e será apresentada por especialistas teóricos. Legal, não é?
Só tem um detalhe: as bases desse projeto foram estruturadas no século XIX, há cerca de 200 anos, e tem como fundamento a estrutura pós-Revolução Industrial.

Ah, mais uma coisa: você vai ter de pagar uma grana, mas relaxa, pois receberá, no final do programa, um certificado atestando que você participou de todo programa.
E aí? Topas?

Bem, esse convite fictício parece surreal, não é verdade? Como é possível em plena ebulição do século XXI, onde a tecnologia gera uma revolução em níveis jamais vistos da humanidade, você receber um convite fundamental para seu crescimento pessoal que se baseia em uma lógica de 200 anos atrás. Tá de brincadeira, né?

Pois é justamente isso que fazemos quando caminhamos bovinamente para os modelos clássicos de educação formal. É isso mesmo: o atual modelo acadêmico tem seus fundamentos lastreados no pós-Revolução Industrial e foram desenvolvidos com o propósito de formar mão de obra para as novas demandas da sociedade. Assim, aprendemos a formar Engenheiros, Administradores, Arquitetos e toda sorte de profissionais especializados de acordo com as demandas daquela sociedade.

Mas, peraí! A sociedade mudou. As demandas mudaram e mudam com uma velocidade insana. Como eu investirei meu tempo precioso em uma lógica que não existe? Está mais do que na hora de refletirmos sobre nossos modelos de desenvolvimento e educação.

Não basta, no entanto, apontarmos o dedo para o sistema clássico de ensino e reclamarmos de sua incompletude. Essa postura é tão maléfica e inadequada quanto o próprio sistema.

Entenda um ponto fundamental: o modelo atual de educação demanda protagonismo de quem aprende. É necessário proatividade para ir em busca dos conteúdos necessários para o seu desenvolvimento. No português puro e simples: é necessário tirar o bumbum da cadeira, arregaçar as mangas e ir em busca de conhecimento. Fontes para isso não faltam. Só não aprende quem não quer.

E aí? Você vai fazer o que? Cuidar de seu desenvolvimento pessoal como se fosse uma nau à deriva, navegando ao sabor dos ventos, ou irá assumir as rédeas de sua vida e ir em busca dos insumos para fazer a diferença? Como sempre, a escolha é sua. Nada ou ninguém podem decidir por você. It is up to you…

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

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