segunda-feira, dezembro 11, 2017

O Brasil não é mais um país jovem. Essa foi a principal conclusão de pesquisa apresentada pelo IBGE na semana passada. O espectro da população que mais cresceu proporcionalmente no país na última década foi o universo de idosos de 60 anos ou mais (foi de 9,8% para 14,3%). A mesma pesquisa aponta que a tendência é que a proporção de brasileiros nessa faixa etária praticamente dobre para 23,5% em cerca de 24 anos.

Esse dado foi alardeado aos quatro ventos, sobretudo, por seu impacto na combalida previdência pública. Essa referência volta a estar em evidência com o anúncio de um dos pontos mais relevantes da proposta da sua reforma: a idade mínima para aposentadoria sobe para 65 anos.

Um aspecto, portanto, quase passou despercebido por todos. O buraco é muito mais embaixo do que simplesmente discutir a questão previdenciária (não negligenciando, evidentemente, a relevância desse tema para o futuro da nação). A questão essencial é: como nosso país irá se preparar para ter uma população economicamente ativa de mais idade? Sintetizando ainda mais essa reflexão: seguindo a dinâmica e lógica vigentes de geração de renda, haverá emprego para esse contingente de cidadãos que viverão mais do que nunca?

Confesso a você que não vi esse tema sendo discutido com a profundidade que merece. Não se trata de um problema para o futuro. Ele é mais atual do que nunca, pois se considerarmos um universo de 20 anos estarei, eu e muitos dos leitores desse post, no olho do furacão em breve.

Sempre sou muito cauteloso ao evidenciar minha crença a respeito da importância do empreendedorismo para a sociedade evitando entrar na onda da glamorização do tema que, com frequência, assola os aventureiros de plantão. O fato, no entanto, é que esse contexto fortalece ainda mais a relevância estratégica do empreendedorismo como fonte de geração de renda para suportar nosso crescimento populacional.

O empreendedorismo não tem preconceito, respeita quem detém conhecimento a despeito da raça, credo e faixa etária do empreendedor. No final do dia, o desempenho é que rege, reconhece e é o fiel da balança, é o que separa o joio do trigo. Além disso, tenho uma opinião muito pessoal sobre esse contexto: é uma oportunidade única para aproveitar, em projetos particulares, todo conhecimento acumulado ao longo dos anos por aqueles que doaram toda sua vida a causas de terceiros.

Fugindo da armadilha do modismo barato a respeito do tema e das fórmulas fáceis que, muitas vezes, mais confundem do que ajudam, pois levam a crer que é fácil empreender de forma bem-sucedida, afirmo: o empreendedorismo tem potencial para ser um dos principais vetores de evolução e transformação de nossa sociedade.

Já que os atores e sabichões de plantão estão demorando para amadurecer essa visão, que tal você, pelo menos, refletir sobre essa perspectiva. Faça isso antes que seja tarde demais.

P.S. Voltarei a esse tema por aqui, pois tenho outras opiniões sobre como viabilizar essa transição que quero compartilhar com todos.

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

0 Comments

Leave a Comment

Magaldi nas redes:

INSTAGRAM

LINKEDIN

YOUTUBE

Twitter

Newsletter

Assine minha lista e receba, em primeira mão, todas as novidades que passarem por aqui!