sábado, dezembro 16, 2017

Está na Exame de Fevereiro uma pesquisa que me causou sentimentos contraditórios.

Trata-se de uma pesquisa realizada pela Firjan com 5.600 jovens de todos país na faixa etária entre 25 e 35 anos sobre sua relação com o empreendedorismo.

Ela evidencia uma tendência clara que observamos em diversas fontes: o desejo por empreender faz parte, cada vez mais, do ideário de jovens de todo Brasil.

O que me causou mixed feelings foram as respostas sobre os motivos que levam esse jovem a desejar empreender.
76% responderam que almejam realizar um sonho. Excelente!

Empreender, em sua essência, está relacionado a possibilidade de concretização de projetos pessoais, de sonhos ambiciosos.

Até aí, tudo bem. A porca começa a torcer o rabo quando analisamos um outro motivo explicitado por 64% dos entrevistados que desejam empreender para não ter chefe. Ops…

Perigo à vista!

Se existe algo que um empreender tem é chefe. Ao assumir um negócio, automaticamente está contido no projeto, a necessidade de prestar conta a centenas, muitas vezes milhares de “chefes” representados por clientes, parceiros, investidores etc.

Me parece claro que a resposta vem de encontro a percepção geral de mediocridade que assola o meio corporativo representada, muitas vezes, por “chefes” igualmente medíocres.

Por outro lado, é necessário colocar os “pingos nos is” e ter claro que a responsabilidade em empreender demanda atender e se submeter a um universo muito representativo de atores (e, sem querer iludir ninguém, muitas vezes é necessário engolir sapos, respirar fundo e lançar mão de toda sorte de estratégias necessárias para administrar situações delicadas com todos os perfis de pessoas).

Como todos sabem sou um ferrenho defensor da crença que o empreendedorismo tem potencial para ser uma das principais molas propulsoras do desenvolvimento da nossa sociedade (como já é, by the way).

É necessário, no entanto, fugir da “gourmetização” do tema e entender em profundidade sua dinâmica, seus riscos e oportunidades.

Empreender não pode ser encarado como uma fuga da realidade ou de responsabilidades duras que fazem parte do desenvolvimento de qualquer indivíduo.

A recompensa é muito gratificante e valiosa, porém o caminho é, e sempre será, árduo.

Como dizia aquele meu professor do mestrado: “No pain, no gain”.

Ah, não posso deixar de citar outro dado da pesquisa que vale outro post: 59% dos respondentes não quer abrir negócio próprio para não trabalhar muito. UI!!!!

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

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