sábado, dezembro 16, 2017

Em meu texto sobre a evolução do Uber como negócio, o querido Nandico fez um comentário muito instigante acerca da influência do líder/fundador no negócio (no caso, uma crítica a cultura implantada pelo, já polêmico, Travis Kalanick em sua startup).

Para não ficar para trás e envolvido em um projeto de conteúdo ambicioso com meu amigo e guru Salibi, tenho estudado muito todo esse contexto. Estava pesquisando sobre outro player valioso dessa nova economia e tive um insight a esse respeito que quero compartilhar por aqui.

Junto com o Uber, o Airbnb é um dos principais representantes da chamada “economia compartilhada” Curioso como a levada da startup é diferente do Uber. Um exemplo, Brian Chesky, um de seus fundadores e atual CEO, sempre adotou uma postura de boa vizinhança com as empresas tradicionais do setor. Ele comenta que a vitória do Airbnb não representa a derrota dos hotéis convencionais. Não sei se você sabe, mas atualmente muitas pousadas e pequenos hotéis já contam com o Airbnb como importante gerador de demanda para seus negócios.

Os fundadores do Airbnb são discretos e tem uma visão muito ambiciosa de sua missão: não estão no negócio de hospedagem, mas sim no de gerar a possibilidades onde as pessoas possam “ir ao encontro do anseio humano universal de pertencer””. Migraram de um posicionamento mais transacional – “economizar uma grana em minhas viagens” – para um mais relacional – “quero me sentir como um ‘insider’ em minhas viagens.

Essa missão e cultura da organização tem tudo a ver com a visão de seus fundadores e líderes. Note como dois negócios similares seguem caminhos tão distintos. Talvez, atualmente, um dos principais desafios do Uber, além das questões legais e de regulamentação, seja, justamente, a cultura do negócio e perfil de seu fundador (“parece” que a startup está em seu inferno astral com questões que vão desde assédio junto a colaboradores até a divulgação da discussão de Kalanick com um motorista). Esse desafio não está na pauta do Airbnb.

Além de seu papel funcional, o líder tem uma importância simbólica que é fundamental ao negócio. Negligenciar essa relevância não é inteligente, porém há um risco que deve ser mapeado: a distinção entre o cuidado com a imagem do líder e o egocentrismo.

Utilizar o líder como principal guardião da cultura e dos valores do negócio para dentro e para fora é diferente de massagear seu ego. Lembre-se que todos são seres humanos e como tal existem armadilhas e fraquezas em seu caminho.

Como o Uber endereçara esse tema? E o Airbnb? Conseguirá manter essa cultura mais consensual a despeito de seus ambiciosos planos de crescimento? Boas reflexões que só o tempo nos trará respostas.

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

0 Comments

Leave a Comment

Magaldi nas redes:

INSTAGRAM

LINKEDIN

YOUTUBE

Twitter

Newsletter

Assine minha lista e receba, em primeira mão, todas as novidades que passarem por aqui!