É a educação, estúpido!

20 julho 2016

Nessa semana foi publicado no Estadão uma informação resultado de um estudo compilado do Conference Board pelo pesquisador Fernando Veloso já sabida e que, estranhamente, não mobiliza tanto as pessoas como deveria, já que seus impactos são dramáticos para toda sociedade: a produtividade do brasileiro tem despencado nos últimos 60 anos e, atualmente, são necessários 4 trabalhadores brasileiros para fazer o que faz um trabalhador americano.

Enquanto não resolvermos o problema da produtividade em nosso país, nosso crescimento continuará a obedecer a dinâmica do chamado voo da galinha: crescemos um tanto e depois despencamos; dali a alguns anos crescemos outro tanto e despencamos novamente e assim sucessivamente desde o primeiro grande boom de crescimento da era JK.

Existe uma dimensão para atacar o problema que envolve uma orquestração dos atores do macro contexto na diminuição do chamado Custo Brasil que considera os desafios da alta e complexa carga tributária aliada a péssima infraestrutura do país.

Por outro lado, existe uma outra dimensão que está em nossas mãos: a pouca qualificação da mão de obra e, como uma das consequências, o baixo investimento em tecnologia.

Mais uma vez emerge a educação como vetor de desenvolvimento para a nação por meio do incremento da qualificação de todo cidadão, independentemente de sua faixa etária, especialização, gênero ou qualquer especificidade. Os estudos mostram que não basta o foco na educação especializada. Como as demandas envolvem conhecimentos multifacetados, é necessária uma educação multidisciplinar, generalista.

Para os empreendedores e líderes fica a mensagem sobre a necessidade de investir na capacitação de seus colaboradores como única forma de garantir uma maior produtividade para seu negócio o que está totalmente a seu alcance. Para você, que deseja empreender ou está no mercado de trabalho, a oportunidade de conquistar um espaço importante ao investir na sua capacitação pessoal, de forma continuada e diversificada.

Enquanto não resolvermos essa frente e nos mantermos presos a um modelo de gestão que não considera o poder de realização das pessoas, limitaremos nosso crescimento aos nossos próprios limites individuais.

Pegando carona no famoso slogan utilizada na vencedora campanha de Bill Clinton contra George Bush em 1991: É a educação, estúpido!!