É necessário aliar força a direção

19 julho 2014

Um dos elementos mais marcantes dessa Copa foi a invasão argentina em nosso país. Nos principais locais relacionados aos jogos, tomamos contato com centenas de milhares de Hermanos fervorosamente apaixonados por sua seleção.
Existe um elemento que admiro muito na cultura argentina que é a gana, a vontade, o desejo de vencer. Nossa experiência mais de perto com nossos vizinhos, no entanto, desvendou uma outra faceta desse comportamento que, se já não era uma novidade, ficou mais evidente do que nunca para quem teve contato próximo com esses torcedores em situações de tensão.
A beleza da energia, das canções, do foco em apoiar sua equipe, via de regra, é substituída pela ira, uma raiva desmedida contra todos que se opõem a seu desejo. Parece aquela criança mimada que não recebe o que deseja e faz uma birra gigante, distribuindo malcriações.
Essa experiência nos traz boas lições.
É com frequência que existem comparações entre essa gana argentina e a leniência do brasileiro. É fato que não temos a mesma “pegada” que nossos vizinhos e esse é um traço cultural. Por outro lado, é necessário aliarmos força com direção. Explico: é contraproducente, negativo, sem efeito prático canalizar toda essa energia para a direção errada. O virtuoso em todo esse processo é quando você adota um comportamento vencedor, proativo, e direciona toda essa energia para a construção de realizações virtuosas. Um bom exemplo desse processo é quando você adota esse perfil de comportamento no comprometimento em fazer a diferença para sua vida.
Quando adotamos uma filosofia vencedora, canalizando todos nossos esforços em direção a um caminho virtuoso, conquistamos as condições básicas para ser bem sucedido nessa jornada. É o passo inicial, seu requisito básico. A intensidade é ponto fundamental para superarmos os obstáculos e desafios, porém ela deve ser acompanhada pela direção correta.
Faça um exercício: já imaginou se os argentinos utilizassem toda essa energia para transformar suas vidas, seu contexto, sua nação? Certamente os resultados seriam muito diferentes do que temos hoje, não é? E você? Qual a intensidade e direção de seus esforços? Já parou para refletir sobre isso?