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	<title>Sandro Magaldi - Vendas 3.0</title>
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		<title>Execução e Estratégia integradas em um mesmo sistema</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 13:14:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Magaldi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O conceito de estratégia está intimamente relacionado à competitividade. Essa lógica está presente desde os primórdios da humanidade, sendo tão bem retratada por Charles Darwin na Teoria da Evolução das Espécies e, não por coincidência, tornou-se onipresente nos negócios a partir do momento em que os níveis de concorrência cresceram de forma avassaladora em praticamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O conceito de estratégia está intimamente relacionado à competitividade. Essa lógica está presente desde os primórdios da humanidade, sendo tão bem retratada por Charles Darwin na Teoria da Evolução das Espécies e, não por coincidência, tornou-se onipresente nos negócios a partir do momento em que os níveis de concorrência cresceram de forma avassaladora em praticamente todos os setores empresariais como consequência do avanço tecnológico que derrubou barreiras até então intransponíveis.<br />
Atualmente existe uma hiper-valorização do tema e não poderia ser diferente. Há alguns anos, no entanto, graças a autores como Ram Charan e executivos como Larry Bossidy, outro tema tem sido alçado ao mesmo status. Me refiro aos conceitos a respeito de execução. A crença preconizada por essa turma é que execução e estratégia fazem parte de um mesmo sistema, afinal estratégia boa é aquela exequível de execução, do contrário temos, no máximo, um belo plano formal que, ao não sair do papel, não tem utilidade alguma para seus formuladores.<br />
Esse conceito se aplica e é central para a definição e formulação das estratégias comerciais em negócios B2B. Ao desenvolver seu plano estratégico com o foco em negócios a organização deve considerar, no momento de sua formulação, todo o plano tático e seus desdobramentos. Isso significa contemplar seu sistema de execução que envolve as pessoas, sistemas e recursos disponíveis para implementação do que foi planejado. Deve ser evitado, a todo custo, o desenvolvimento de um planejamento estratégico que não considere essas 3 variáveis.<br />
Todo esse sistema deve ter como principal pano de fundo, a cultura organizacional. O sistema de estratégia e execução de uma organização deve estar totalmente alinhado ao seu conjunto de crenças e valores, pois, do contrário, os esforços serão inócuos.<br />
A experiência prática mostra que empresas que são bem sucedidas ao integrar estratégia e execução conseguem desenvolver um sistema corporativo com pleno potencial de configurar-se como relevante fonte de vantagem competitiva. Em um ambiente altamente competitivo esse sistema pode ser a diferença entre as empresas medianas e aquelas excepcionais.  </p>
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		<title>Identifique seus melhores clientes e demita os indesejados</title>
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		<pubDate>Sun, 06 May 2012 14:46:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Magaldi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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		<category><![CDATA[clientes]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma abordagem de negócios orientada para o valor pressupõe escolhas. Afinal existem clientes mais alinhados com sua proposta de valor do que outros. Não adotar essa visão significa o risco de realizar um grande esforço para clientes que não valem à pena ou pior ainda: atrair clientes para o seu negócio fora do perfil adequado. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma abordagem de negócios orientada para o valor pressupõe escolhas. Afinal existem clientes mais alinhados com sua proposta de valor do que outros. Não adotar essa visão significa o risco de realizar um grande esforço para clientes que não valem à pena ou pior ainda: atrair clientes para o seu negócio fora do perfil adequado.<br />
Todo empresa já teve experiências com clientes indesejados que acabam por gerar um esforço desmedido para sua manutenção. Refiro-me àqueles clientes que o valor que destroem é maior do que o que constroem (coloque na conta elementos como: o impacto negativo no moral dos funcionários com suas malcriações e pedidos fora do padrão, as solicitações desalinhadas com aquilo que foi vendido etc). Em negócios B2B esse padrão é mais crítico na medida em que, via de regra, a dinâmica de negócios é mais relacional do que transacional envolvendo, em geral, maior envolvimento com o cliente.<br />
A saída para isso é acertar na nascente: é necessário atrair para o negócio clientes alinhados com o perfil de valor da oferta que a organização entrega.<span id="more-356"></span> É aí que entra a importância da segmentação de clientes. Em um contexto como o atual onde as empresas buscam a maior produtividade possível pela alocação de seus recursos não há mais espaço para que a captação de clientes aconteça de forma pouca criteriosa e desordenada. Além da questionável efetividade prática dessa ação corre-se o risco já mencionado de atrair justamente clientes com o perfil desalinhado com a proposição de valor da organização.<br />
A prática de segmentação de cliente se inicia nos processos de prospecção e deve ser adotada posteriormente na evolução do relacionamento com os clientes em carteira, pois a dinâmica dos negócios muda muito rapidamente. As organizações não podem deixar a estratégia de segmentação exclusivamente nas mãos de seus vendedores. Os critérios de segmentação devem ser definidos proativa e institucionalmente de modo a gerar diretrizes claras quanto à prática.<br />
Existem diversas metodologias de segmentação que podem ser adotadas visando atender a esse desafio. Qualquer uma delas pode ser adequada de acordo com o perfil do negócio em questão. O que deve ser evitado a qualquer custo é a não adoção de um padrão que vise à qualificação de sua carteira de clientes. O ônus da carência dessa prática pode superar muito o bônus aparente da captação ou manutenção de novos clientes.</p>
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		<title>Insigths sobre Remuneração Variável em Vendas</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Apr 2012 14:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Magaldi</dc:creator>
				<category><![CDATA[vendas]]></category>
		<category><![CDATA[comissão]]></category>
		<category><![CDATA[comissão de vendas]]></category>
		<category><![CDATA[remuneração variável]]></category>
		<category><![CDATA[salário de vendas]]></category>
		<category><![CDATA[vendedor]]></category>

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		<description><![CDATA[Recebi uma consulta de uma leitora a respeito do tema remuneração variável. Realmente trata-se de um dos maiores desafios de toda gestão comercial. Abaixo segue minha visão sobre o tema com algumas referências que podem ser úteis. PERGUNTA DA LEITORA Oi Sandro, tudo bom? Uma das empresas que acompanho está reestruturando a área comercial e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi uma consulta de uma leitora a respeito do tema remuneração variável. Realmente trata-se de um dos maiores desafios de toda gestão comercial. Abaixo segue minha visão sobre o tema com algumas referências que podem ser úteis.</p>
<p><strong>PERGUNTA DA LEITORA</strong></p>
<p>Oi Sandro, tudo bom?</p>
<p>Uma das empresas que acompanho está reestruturando a área comercial e tem algumas questões com relação ao contrato de trabalho dos vendedores.</p>
<p>Como a área comercial tem o funcionamento um pouco diferente das outras, e o pagamento dos funcionários tem uma parte variável, nossa dúvida é se é saudável (e normal), termos um contrato, com as regras.</p>
<p>Por exemplo, pensamos em incluir os seguintes pontos:</p>
<p>- Carteira de clientes</p>
<p>- Metas mês a mês</p>
<p>- Formato de Remuneração</p>
<p>- Saída - definir como funciona a saida de um executivo com relação as venda, por exemplo, pagando se ele atingir mais de 80% nos 3 meses subsquentes a data de saída)</p>
<p>O que você acha? Você teria algum modelo/ exemplo de contrato que pudesse nos orientar?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>C.M.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>MINHA RESPOSTA<span id="more-349"></span></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>C.,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como vai?</p>
<p>Remuneração variável de força de vendas é um dos temas mais complexos da gestão comercial. Existe muita confusão em torno da prática que muitas vezes é confundida com bonificação anual, premiação etc.</p>
<p>O objetivo principal da remuneração variável mensal é remunerar o vendedor por seu esforço e resultados gerados naquele período de tempo, além de motivá-lo para a busca de mais resultados.</p>
<p>A remuneração variável é parte integrante do composto de remuneração do profissional. Sendo assim, é do livre arbítrio da organização desenvolver o modelo mais adequado a sua orientação de negócios.</p>
<p>Existem alguns critérios, no entanto, que devemos considerar na composição desse modelo:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>a)      É altamente recomendável atrelar a remuneração variável às metas da organização, pois, do contrário, você não tem um alinhamento de interesses explícitos entre os objetivos dos profissionais de vendas e os da organização. Se o sistema de remuneração considerar um variável fixo as coisas ficam simplificadas, pois você relaciona diretamente o resgate dessa remuneração ao atingimento de metas. Se o sistema considerar uma comissão aberta um dos modelos a ser adotado é variar o percentual a ser recebido pelas vendas ao atingimento das metas. Por exemplo, imagine que a comissão de vendas é 1% e se a meta do período for atingida esse percentual sobe para 2%. Outra opção é atrelar alguma bonificação com uma periodicidade maior atrelando-a ao atingimento da meta. Por exemplo, se a meta semestral ou anual for atingida o profissional leva um salário adicional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>b)      A parte variável da remuneração em relação ao salário fixo varia muito de acordo com a natureza do negócio. Em negócios cuja maturação da venda é maior com ciclos de vendas mais extensos e ticket médio da venda alto recomenda-se uma parte fixa consistente para dar condições ao vendedor investir seu tempo naquela venda. Em negócios de natureza mais transacional, com ciclo de vendas mais curtos e vendas repetitivas recomenda-se uma parte fixa mais baixa e uma variável mais agressiva de forma a motivar os vendedores a buscar um volume de vendas alto. Não existe uma proporcionalidade padrão para esses casos. Como comentei, depende da natureza do negócio, de sua capacidade de alavancagem e margens além de outras variáveis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>c)       Evite relacionar a parte variável da remuneração a metas de difícil mensuração ou sem correlação clara com o resultado do negócio. Não confunda itens de controle que demandam ação gerencial com os elementos da remuneração variável. A remuneração não irá resolver todos os problemas da gestão comercial. Itens como cobertura de carteira, índice de visitas, abertura de novos clientes são, antes de tudo, itens de controle gerencial de responsabilidade do líder de vendas. Inseri-los na composição da remuneração variável pode representar a perda do foco em negócios. Todos esses elementos são de fundamental gestão, pois são a causa dos resultados obtidos em vendas. Via de regra a remuneração variável está atrelada as consequências de todo esse processo, ou seja, as vendas realizadas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>d)      Não é recomendável o desenvolvimento de um sistema de mensuração dos resultados complexo. O vendedor deve ter, de forma prática e rápida, condições de avaliar como obtém seus rendimentos e o que é necessário para atingir suas metas. Um sistema complexo faz com que o profissional não tenha uma visão clara de o que deve conquistar para ter direito a determinada remuneração. Muitas vezes ele não sabe por que está ganhando aquele salário ou porque não está ganhando. As 2 dinâmicas são perversas, pois destrói um dos principais méritos da remuneração variável: motivar o profissional de vendas a buscar mais negócios.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>e)      Não se esqueça da rentabilidade da venda. Muitos modelos de remuneração variável pecam ao só considerar volume em sua composição. Se o negócio tem características eminentemente transacionais e o vendedor tem pouca influência na composição do preço de venda essa orientação perde força. No entanto se a composição do preço for mais flexível e a ação do vendedor no processo de negociação com o cliente é relevante, recomenda-se amarrar parte da remuneração a rentabilidade da venda gerada. Se esse índice for de difícil mensuração no curto prazo é possível atrelá-lo a algum modelo de bonificação em bases de tempo maiores desde que seja possível realizar seu acompanhamento periodicamente para que haja a possibilidade de ação prática.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>f)       Quanto à saída do profissional, esse critério deve estar explicitado no ato da contratação do profissional e definição de todos os critérios da remuneração. Não existe um modelo pré-definido, pois suas características dependerão muito do modelo de remuneração adotado. De qualquer forma, recomenda-se a adoção de um modelo distinto dos casos onde o profissional pede demissão daqueles onde é demitido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma última sugestão: invista tempo no planejamento do modelo criando um modelo que seja sustentável, que não demande uma revisão no curto prazo devido a sua inconsistência. Um dos problemas mais complexos em se tratando de remuneração variável é o legado que o modelo deixa para a organização e a complexidade de alteração em sua estrutura, pois envolve o risco de desmotivação dos profissionais mais antigos da organização, possíveis desligamentos e, como consequência, perda de vendas.</p>
<p>O desenvolvimento de um modelo de remuneração para a força de vendas configura-se em um dos principais desafios para qualquer organização. É fundamental investir no desenvolvimento desse processo, pois ele pode tanto representar um grande ponto de alavancagem de negócios como seu fracasso.</p>
<p>Espero poder ter ajudado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sandro Magaldi</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os clientes se relacionam com propósitos e não com produtos</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Apr 2012 14:30:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Magaldi</dc:creator>
				<category><![CDATA[vendas]]></category>
		<category><![CDATA[vendas pessoais]]></category>
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		<category><![CDATA[storytelling]]></category>
		<category><![CDATA[valores; vantagtem competitica]]></category>

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		<description><![CDATA[A busca por uma vantagem competitiva sustentável é uma das principais metas de uma organização. Essa vantagem competitiva é fruto da diferenciação obtida pela gestão de sua oferta de valor. Ao refletirmos sobre a essência dessa diferenciação fica claro o desafio das organizações em um contexto como o atual que tende a comoditização. Como fugir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A busca por uma vantagem competitiva sustentável é uma das principais metas de uma organização. Essa vantagem competitiva é fruto da diferenciação obtida pela gestão de sua oferta de valor. Ao refletirmos sobre a essência dessa diferenciação fica claro o desafio das organizações em um contexto como o atual que tende a comoditização. Como fugir desse ciclo vicioso e trilhar um caminho orientado a incrementar a percepção do valor entregue aos clientes?<br />
Ao migrarmos nossa atenção dos desafios das organizações para o comportamento dos compradores nos deparamos com uma visão que é essencial: os clientes não se relacionam com produtos e serviços. Eles se relacionam com marcas. E o que diferencia, na realidade, uma marca? Além de todas as características tangíveis diferenciadoras da oferta o que realmente diferencia uma marca é sua identidade, seus valores, sua essência, seus propósitos. Essa a essência que o cliente compra de fato.<span id="more-344"></span><br />
Essa dinâmica está presente em todos os contextos de negócios. Se evidencia claramente nos negócios B2C, porém é no setor de vendas entre empresas (B2B) que ela adquiri contornos mais claros e relevantes já que, no negócio de compras institucionais, o valor do relacionamento duradouro é fundamental para o processo de criação de valor sustentável. Organizações se unem em relacionamentos comerciais, que podem ser transacionais ou relacionais, em arranjos que se assemelham a sociedades. São de fato parcerias de valor onde, em muitas situações, a fronteira entre as organizações compradora e vendedora quase inexiste graças ao encadeamento de suas atividades.<br />
Considerando a relevância desse conceito, deveríamos preparar todos os nossos profissionais a entender e contar a essência do valor da marca que representam, seus propósitos e valores. Como visão deveríamos montar um verdadeiro batalhão de contadores de histórias, os Forrest Gumps corporativos. Contar a história da marca, suas principais características diferenciadoras e, sobretudo, sua essência é uma das formas mais poderosas de chamar a atenção do cliente e apresentar as vantagens de sua oferta.<br />
As características tangíveis estão, na realidade, embarcadas na oferta. O que realmente lhe diferencia e gera identificação com o cliente, são seus elementos intangíveis. A história da sua organização, sua essência, seus propósitos são os elementos mais relevantes de sua identidade corporativa, sua marca. Aliás, todos na sua organização conhecem os propósitos de seu negócio?</p>
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		<title>Será que você não está matando sua galinha dos ovos de ouro?</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Apr 2012 00:59:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Magaldi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[clientes]]></category>
		<category><![CDATA[longevidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma das principais convicções que tenho é que o maior risco que organizações e gestores correm ultimamente é a armadilha do foco no curto prazo em detrimento da longevidade do negócio. Irei utilizar uma metáfora para tangebilizar essa visão. Convido o amigo leitor a um retorno a infância para, juntos, revisitarmos a fábula da Galinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das principais convicções que tenho é que o maior risco que organizações e gestores correm ultimamente é a armadilha do foco no curto prazo em detrimento da longevidade do negócio.</p>
<p>Irei utilizar uma metáfora para tangebilizar essa visão. Convido o amigo leitor a um retorno a infância para, juntos, revisitarmos a fábula da Galinha dos ovos de ouro. <span id="more-342"></span>Refrescando sua memória: o conto narra a história de um fazendeiro muito pobre que em uma manhã como outra qualquer se surpreende ao coletar os ovos junto a sua galinha de criação. Ao invés de um ovo convencional ele percebe que sua galinha botou um reluzente ovo de ouro maciço. Radiante de felicidade ele leva o ovo a sua esposa e consegue um bom dinheiro vendendo-o no comércio local. O casal fica ansioso para o dia seguinte. Será que a galinha irá lhes oferecer esse presente novamente? Para felicidade dos fazendeiros, na manhã seguinte encontram o mesmo ovo de ouro. E o mesmo processo se repete dia após dia fazendo com que a vida do casal fosse menos penosa. Após algumas semanas, no entanto, uma ideia começa a rondar a mente do fazendeiro: se diariamente a galinha botava um ovo de ouro sem falhar, quanto de ouro haveria de ter dentro da barriga daquele animal? Certamente deveria haver ouro o suficiente para torná-lo milionário. De súbito teve uma ideia que compartilhou com a esposa: amanhã iria abrir a barriga da galinha e ambos iriam ficar muito ricos. Dito e feito, logo na manhã do dia seguinte em posse de seu facão, o fazendeiro desferiu um golpe certeiro na barriga da pobrezinha. O resto da história o caro leitor já sabe, não é? Não havia ouro algum dentro da barriga da galinha e a ganância do fazendeiro lhe custou a prosperidade gradativa.</p>
<p>Diariamente, no afã de lucrar no curto prazo, corremos o risco de matar nossa galinha dos ovos de ouro que serão responsáveis pela longevidade de nossa organização por meio da geração de resultados sólidos e concretos ao longo dos anos. Essa armadilha ocorre, sobretudo, em um ambiente como o atual com o crescimento acontecendo, muitas vezes, de forma desenfreada e acelerada demais. Nesse contexto, somos tentados a todo momento a encurtar o caminho e lucrar a qualquer custo, sem refletir sobre os reflexos dessa filosofia extrativista no longo prazo. Uma das razões desse nosso impulso se dá justamente devido a cultura extrativista que imperou em nosso país desde a época da Colônia. Nosso modelo mental sempre esteve muito focado na sobrevivência do dia a dia em detrimento do crescimento sustentável.</p>
<p>Pois é o momento de mudarmos esse modelo mental e incorporarmos uma filosofia de gestão que se dedique a atingir os números e a lucratividade no curto prazo, mas que compatibilize esse esforço com iniciativas dirigidas a tornar nosso negócio perene. O memorável Peter Drucker comentava que “tudo o que uma organização e seus gestores sofrem hoje é resultado de suas iniciativas do ontem”. Se não começarmos a preparar nosso amanhã hoje, certamente sofreremos muito no futuro. E o pior é que, por vezes, gestores e organizações despertam para essa realidade quando já é tarde demais para reagir. Você já calculou quanto custa recuperar um cliente ou o custo de um cliente insatisfeito? Se não tem essa resposta lhe convido a iniciar essa reflexão hoje mesmo.</p>
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		<title>Inovação em Vendas Pessoais</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 20:42:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sandro Magaldi</dc:creator>
				<category><![CDATA[inovação]]></category>
		<category><![CDATA[vendas]]></category>
		<category><![CDATA[vendas pessoais]]></category>

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		<description><![CDATA[Abaixo descrevo minha visão a respeito da relação entre Inovação e Vendas Pessoais respondendo a um email de Paula Campani. Pergunta da leitora Olá, me chamo Paula Grapiglia Campani, sou graduanda em Publicidade e propaganda com ênfase em marketing na ESPM-Sul. Estou realizando um trabalho sobre venda pessoal para a cadeira de planejamento de comunicação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abaixo descrevo minha visão a respeito da relação entre Inovação e Vendas Pessoais respondendo a um email de Paula Campani.</p>
<p><em>Pergunta da leitora</em></p>
<p>Olá, me chamo Paula Grapiglia Campani, sou graduanda em Publicidade e propaganda com ênfase em marketing na ESPM-Sul. Estou realizando um trabalho sobre venda pessoal para a cadeira de planejamento de comunicação I, e procuro referências sobre inovações nessa área, como as empresas estão utilizando esta ferramenta atualmente de forma diferenciada.Permaneço com algumas dúvidas referentes a inovação na área de venda pessoal. Treinamento, gerenciamento dos vendedores é algo básico para se obter bons resultados, mas como inovar? Esta é minha dúvida. O vendedor de hoje precisa conhecer os clientes e a política da empresa, mas o que ele pode fazer, além disso, para conseguir um diferencial? o que ele pode fazer de diferente atualmente para atuar como um prospector, conquistando novos clientes, e mantendo os mesmos fiéis? Os livros falam em bom treinamento, mas considerando os tempos atuais, treinamento é base e não atua como ponto crítico, como diferencial.</p>
<p>Saber escutar o cliente é regra, o que fazer de diferente? Se puderes me ajudar com idéias referentes a estas dúvidas, ou referências, cases de empresa que atuaram de forma diferenciada neste sentido, agradeceria muito. Desde já, agradeço.</p>
<p><em><span id="more-337"></span></em></p>
<p>Paula,</p>
<p>As questões que você coloca são muito relevantes e podem ser desdobradas em diversas frentes dada sua abrangência. Vou tentar abordar uma vertente para contribuir com sua reflexão.</p>
<p>Um fenômeno que causará (na realidade já está causando) impacto fundamental na área de vendas pessoais é o poder da web e, mais especificamente, o poder das mídias sociais. O princípio básico da venda pessoal reside na utilização da rede de relacionamento do vendedor para potencializar suas vendas. Tão relevante quanto as habilidades clássicas do vendedor são suas habilidades para construir uma rede de relacionamento de valor. E por esse motivo que o conceito de vendas pessoais se mistura com o conceito de marketing de rede e a web exponencia as possibilidades.</p>
<p>Por isso que pensar inovação em vendas pessoais, em minha opinião, significa pensar em como a tecnologia pode representar importante fator de vantagem competitiva a organização e suas estratégias comerciais. Uma boa referência nesse sentido é o projeto “<a href="https://www.magazinevoce.com.br/">Magazine Você</a>” lançado pioneiramente pelo Magazine Luiza que visa oferecer a qualquer cidadão a oportunidade de ser um vendedor da Luiza oferecendo seus produtos via internet por meio da customização de uma loja pessoal no Facebook e no Orkut. Os vendedores Luiza são remunerados por meio de uma tabela pré-definida de comissões de vendas. Com esses recursos você pode customizar sua abordagem comercial de acordo com os parâmetros que você desejar. Por exemplo, imagine que você é uma amante da gastronomia e tiver diversos amigos que compartilham desse desejo. Você pode selecionar ofertas que dizem respeito a essa afinidade e convidar seus amigos a compartilhar com você desses produtos incentivando sua aquisição e sendo remunerada por essas vendas. Enfim, as possibilidades são inúmeras.</p>
<p>Considerando a forte adoção da tecnologia por parte das classes C e D no Brasil o tradicional conceito da venda pessoa porta a porta certamente ganha um potencial enorme ao considerar as possibilidades que a internet traz para os vendedores que optarem por essa modalidade. Certamente já existe uma série de profissionais que descobriram esse território e tem se apropriado de forma favorável desse contexto, porém esse movimento está apenas começando e as opções são ilimitadas (reflita sobre as possibilidades de aplicativos, formas de abordagem e alcance que é possível com a adoção tecnológica).</p>
<p>No que se refere ao potencial do vendedor como fonte de inovação, a maior contribuição que o profissional pode dar nesse sentido é estar atento ao universo do cliente, suas reais demandas e seu mercado. Conhecendo em profundidade esse universo, o vendedor poderá ser um catalizador de oportunidades avaliando como, com sua oferta de valor, pode gerar outras possibilidades ao cliente. Dessa reflexão, podem ser geradas inovações seja na forma de produtos ou serviços. É por esse motivo que treinamento é tão relevante. Capacitar o profissional de vendas para fazer uma adequada leitura desse contexto é um dos principais desafios das organizações que buscam esse caminho da inovação já que não estamos nos referindo aqui a um treinamento básico, em técnicas de vendas e sim a um escopo de conhecimento muito mais abrangente e estratégico. É aí que reside toda a complexidade e diferenciação desse processo em relação a um modelo de vendas mais tradicional, tático.</p>
<p>Espero ter contribuído com sua reflexão. Não sei se é exatamente por aí que caminha sua dúvida. De qualquer forma, estou à disposição.</p>
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<p>Um abraço,</p>
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<p>Sandro Magaldi</p>
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