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É hora de nos blindar…

Os últimos anos têm sido pródigos em notícias impactantes em nosso país. Não há um único dia sequer que não somos alvejados por verdadeiras bombas. Essa conjuntura gera um efeito catatônico: muitos tendem a ficar paralisados, sem ação, perante as indefinições oriundas dessa instabilidade.

Tenho preconizado a necessidade de nos blindarmos quanto a toda essa conturbação. Minha visão é que devemos ter discernimento daquilo que é relevante para nossa vida e que temos influência, das situações onde não temos ingerência, aquelas onde nossa ação não tem efeito.

Alguns encaram essa visão como uma atitude alienante. A perspectiva é que ao adotar essa postura, estou me alienando da realidade, desprezando os impactos do macro contexto e me recolhendo a meu universo.

Respeito essa opinião, porém me parece que é necessário um maior aprofundamento no significado de “alienação”. Uma das definições do termo lhe conceitua como sendo a diminuição da capacidade do indivíduo em pensar ou agir por si próprio. Leia mais…

APRENDA A DESAPRENDER!

Sou apaixonado por histórias de vida (acho que dá para perceber, não é?). Além daquelas que estudo e conto no meuSucesso, sempre estou lendo biografias. E como aprendo!!

Atualmente estou lendo a biografia de Elon Musk, um dos fundadores do PayPal, SpaceX e Tesla (essa última descobri que seu status como fundador é controverso). Talvez o empreendedor de mais destaque atualmente no mundo (está ocupando a posição do Steve Jobs no ideário popular).

Um dos meus aprendizados mais impactantes ao conhecer essa história foi descobrir como o fato de o empreendedor não ter nenhuma experiência prévia nas indústrias espacial (no caso da SpaceX) e automobilística (no caso da Tesla) foi essencial para o desenvolvimento de um modelo de negócios inovador e vencedor.

É quase inimaginável você considerar essa realidade em negócios tão complexos como a fabricação de um foguete ou de um automóvel elétrico. Como é possível começar do zero esses projetos sem conhecimento prévio? Leia mais…

A revolução nos modelos de negócios: uma dimensão muitas vezes negligenciada pela maioria

Existe uma característica estratégica no novo ambiente de negócios que muitas vezes passa despercebido pela maioria: um dos grandes vetores na revolução atual está centrado na transformação dos modelos de negócios tradicionais.

Dê uma boa analisada nas organizações líderes dessa nova era. Observe que todas assumiram modelos de negócios distintos dos tradicionais. Dois exemplos que estão na nossa cara:

• A Netflix é uma plataforma de distribuição de conteúdo em vídeo. As organizações originais desse segmento são as emissoras de televisão cujo modelo de negócios sempre foi o da Publicidade. A Netflix não fatura um centavo de publicidade e ganha dinheiro com a venda de assinaturas.
• Como o Google ganha dinheiro? Está aí uma questão instigante. São diversas as fontes de receita do Google: publicidade, licenças, assinaturas entre outras. O que era apenas uma ferramenta de busca se transformou em uma plataforma que abraça e monetiza todo universo digital. Não há referencial na história de negócios similar.

Poderia citar inúmeros outros casos de empresas tradicionais como a Nestlé com Nespresso ou a Brastemp com as assinaturas para utilizar seu purificador de água. Também temos as novas companhias que estão arrebentando como Spotify, Wine.com entre outras. Leia mais…

Intraempreendedorismo, uma vantagem competitiva

Nos últimos cinco anos, o Brasil felizmente descobriu o empreendedorismo, mas o conceito ainda costuma ser ligado ao fundador de empresa, e o empreendedorismo dos funcionários segue sendo visto como um modismo. Será que é?
O primeiro pensador da gestão a estudar o fenômeno foi Gifford Pinchot III, que introduziu o conceito no livro Intrapreneurship, em 1985. Segundo ele, intraempreendedor é quem trabalha dentro de uma organização desenvolvendo inovações. Seu estudo sobre centenas de inovações corporativas nos EUA revelou que, em todos os casos bem-sucedidos, o projeto era liderado por “intraempreendedores”.

No Brasil, o primeiro a levantar o assunto foi o saudoso Eduardo Bom Angelo, ele mesmo um intraempreendedor de primeira grandeza, que, em 2003, lançou o livro Empreendedor Corporativo.

Trinta e um anos depois de Pinchot e treze depois de Bom Angelo, as empresas começam a sentir necessidade de uma cultura empreendedora ante a velocidade das mudanças tecnológicas, que desestrutura as cadeias de valor. No entanto, muitas a reduzem a uma visão apenas comportamental – colaboradores que sejam proativos na solução de problemas, não importando em que nível hierárquico estejam – e outras tantas buscam isso fora de suas fronteiras, em parcerias com startups. Resultado: um número expressivo de funcionários ávidos por empreender acaba se desligando das organizações e os talentos jovens nem entram ali. Leia mais…

Alguma coisa está fora da ordem

Reflita comigo:
O mercado corporativo cada vez mais demanda pessoas que sejam proativas, que tenham propensão ao risco aprendendo com seus erros e que sejam protagonistas de seus projetos.

A Escola, com seu método de ensino convencional, não dá autonomia ao aluno que tem de estudar o que está convencionado na ementa, penaliza o erro com a repetição do ano mostrando que errar é fatal e iguala todos os talentos de uma determinada classe tendo como base para entregar conteúdo a faixa etária de cada aluno em detrimento de seu conhecimento ou bagagem.

Há algo de errado no reino da Dinamarca, não é? Leia mais…

Uma empresa que não vende, quebra!

Esse é um mantra utilizado com tanta frequência pelo Flávio Augusto que fiquei com esse cacoete: Uma empresa que não vende quebra.

Sempre fui um vendedor. Já acumulo quase 30 anos de experiência com a atividade. Quando comecei a entender em mais profundidade o ofício, me incomodava muito a visão repleta de preconceito por qual, via de regra, o vendedor era alvo (infelizmente, em muitas situações, esse comportamento continua).

Quando iniciei meu mestrado resolvi que minha tese seria sobre vendas e me dediquei a estudar com mais profundidade e em fontes do mundo todo a evolução da atividade (a decisão se mostrou acertada, pois tirei nota 10 na defesa de minha tese).

Foi daí que ficou claro a raiz desse preconceito. A atividade organizada do vendedor, tal qual conhecemos hoje, popularizou-se no pós-Revolução Industrial quando foi necessário um agente que fizesse a intermediação entre as fábricas e o mercado consumidor. Como, normalmente, esses clientes se encontravam em regiões distantes, surge a figura do caixeiro viajante que, utilizando outra terminologia que ficou muito popular, era um mero “tirador de pedidos”. Leia mais…