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Olho no futuro com os pés no presente

Muitas vezes a realidade do dia a dia é tão árdua que alguns preferem o escapismo desviando a mente para outros contextos. Um dos comportamentos mais habituais nesse sentido é a fuga para o passado. O sintoma mais claro é a nostalgia e se expressa no seguinte pensamento: antigamente as coisas eram muito melhores.

Existe uma outra dimensão, no entanto, que quero evidenciar agora, pois muitas vezes passa despercebida: o escapismo para o futuro. Ele se expressa por aquela percepção de que no futuro tudo será melhor. Um dos reflexos perversos desse pensamento é que, frequentemente, ele traz a perspectiva de que basta aguardar que algo mágico acontecerá em um tempo futuro e as coisas melhorarão.

Não caia nessa armadilha. O futuro é construído no aqui e agora. Ele começa a ser edificado a partir de passos que você dá hoje, decisões que você toma no presente. O desafio é que esse futuro não é garantido. Sobretudo em um contexto de mudanças rápidas e rupturas, você não tem garantias. Por outro lado, existem tendências, perspectivas, possibilidades que estão a seu alcance que podem e devem ser influenciadas por sua ação.

Ao estudar a história de empreendedores cuja trajetória nos trazem lições riquíssimas, reconheço um padrão: todos sempre estão com um olho no futuro e os pés bem fincados no presente. Sonho sem execução é devaneio.

E você, qual passo concreto irá dar hoje para construir o seu futuro próspero? Não vale ficar só na esfera das ideias. Tem de ser uma ação concreta. Qual é a sua escolha?

É a educação, estúpido!

Nessa semana foi publicado no Estadão uma informação resultado de um estudo compilado do Conference Board pelo pesquisador Fernando Veloso já sabida e que, estranhamente, não mobiliza tanto as pessoas como deveria, já que seus impactos são dramáticos para toda sociedade: a produtividade do brasileiro tem despencado nos últimos 60 anos e, atualmente, são necessários 4 trabalhadores brasileiros para fazer o que faz um trabalhador americano.

Enquanto não resolvermos o problema da produtividade em nosso país, nosso crescimento continuará a obedecer a dinâmica do chamado voo da galinha: crescemos um tanto e depois despencamos; dali a alguns anos crescemos outro tanto e despencamos novamente e assim sucessivamente desde o primeiro grande boom de crescimento da era JK.

Existe uma dimensão para atacar o problema que envolve uma orquestração dos atores do macro contexto na diminuição do chamado Custo Brasil que considera os desafios da alta e complexa carga tributária aliada a péssima infraestrutura do país.

Por outro lado, existe uma outra dimensão que está em nossas mãos: a pouca qualificação da mão de obra e, como uma das consequências, o baixo investimento em tecnologia. Leia mais…

A capacidade de aprender mais depressa do que a concorrência pode ser a única vantagem competitiva sustentável

Essa frase é a essência do livro “A Empresa Viva” publicado por Arie de Geus em 1997. Imagine o mundo há 20 anos atrás. A internet estava engatilhando, o Google não existia e as pessoas sequer imaginavam o que era uma rede social, quanto mais o facebook.

Se essa realidade já era percebida nesse mundo, imagine no de hoje onde a velocidade das mudanças adquiriu contornos inimagináveis por qualquer cidadão médio do final do século XX.

E a parada só fica mais tensa ao tomarmos contato com alguns dados a respeito da influência da tecnologia por aqui. Um estudo publicado pela Universidade Oxford em 2013 identificou que 47% dos empregos nos Estados Unidos correm o risco de serem substituídos por computadores em breve. Nos Estados Unidos. Imagine por aqui, nos trópicos. Leia mais…

Os profetas do futuro estão ficando sem emprego

É secular o desejo do ser humano de prever o futuro. Desde a antiguidade adivinhos, bruxos e místicos se revezam no ideário popular como arautos do que está porvir. Aliás, atire a primeira pedra quem nunca consultou com um cartomante, jogou búzios, leu tarô ou recorreu a qualquer oportunidade similar para conhecer seu destino.
Tenho uma má notícia a quem busca essa previsibilidade em sua vida: não conseguimos mais nem predizer o presente, quiçá o futuro. Lembra da música “índios” do Renato Russo que diz “o futuro não é como era antigamente”. Mais uma vez, o poeta acertou em cheio.

Nos negócios essa realidade é de uma verdade que chega a doer. Só não vê quem não quer. Imagine se você fosse um empreendedor inglês que atuasse com um produto globalizado. Garanto que no começo do ano estava planejando conquistas incríveis em um contexto com alto potencial de crescimento, baixo nível de desemprego e integrado a todos os mercados da Europa. Quando você ia imaginar que em poucos meses seu país estava fora do mercado comum europeu e que ninguém tem vaga ideia do que irá acontecer amanhã? Leia mais…

Airbnb, Under Armor e Facundo Guerra: Da insatisfação dos empreendedores surgiram negócios transformadores

Uma das principais virtudes de qualquer empreendedor é olhar para onde todo mundo está olhando e enxergar o que ninguém está vendo. São as chamadas oportunidades não mapeadas que, muitas vezes, estão embaixo de nossos próprios olhos e não são percebidas.

É curioso que muitos desses problemas não identificados são despertados graças ao incômodo gerado por necessidades individuais do empreendedor. Vejam esses casos:

* Em 2007, Joe Gebbia e Brian Chesky receberam uma carta do proprietário do apartamento que dividiam em São Francisco nos Estados Unidos comunicando um aumento de 25% no valor do aluguel. Sem recursos pensaram em como poderiam arrumar uma grana para continuar naquele imóvel. Tiveram a ideia de alugar um dos quartos para outra pessoa. Como o quarto não tinha mais camas, providenciaram colchões infláveis. Rapidamente conseguiram alugar o imóvel e, não só conseguiram os recursos necessários para se manter no local, como da ideia surgiu o Airbnb (por isso o nome que vem de airbed-and-breakfast algo como colchão inflável e café da manhã) que é avaliada, atualmente, em mais de US$ 25 Bilhões Leia mais…

Se houvesse uma pílula da felicidade, você a tomaria?

Com frequência, retomo algumas leituras importantes que me marcaram com seus conceitos. Estou fazendo isso agora com o livro Felicidade de Eduardo Gianetti. Trata-se de uma obra relevante onde o autor – que está lançando outro livro exatamente agora – discorre, em profundidade sobre estudos e conceitos sobre o tema tão valorizado em nossa sociedade.

Em uma passagem do livro fui estimulado por uma provocação muito instigante: E se existisse uma pílula da Felicidade? Ao tomar essa pílula instantaneamente você ficaria feliz. Simples assim.

A pergunta é: você tomaria essa pílula?

Pode parecer uma decisão simples, mas é o tipo de questão que tem o potencial de nos tirar da zona de conforto. Leia mais…