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O Fim dos Smartphones

Veja que curioso. Nessa semana li um Estudo que mostra que, até o final do ano, teremos mais de um smartphone por habitante no Brasil. Movimento para lá de relevante e só irá intensificar o perfil de consumo por celular valorizando cada vez mais a linguagem em vídeo e os apps. Legal, não é?

Pois nessa mesma semana, Mark Zuckberg explorou, em uma conferência, a visão da câmera do Facebook como uma plataforma integrada que permitirá uma série de interações com o meio.

Nessa linha, o pessoal do Vale do Silício já concebe que os smartphones atingiram o ápice de seu desenvolvimento tecnológico e será disruptado em breve.

A bola da vez são os vestíveis e as apostas continuam altas nos óculos como o malfadado projeto do Google Glass.

Incrível, não é? Quando um movimento, como o dos smartphones, estabiliza-se em um patamar “confortável” já percebemos que ele está ultrapassado.

A velocidade das mudanças é avassaladora e , tanto em nosso papel como trabalhadores quanto no de empreendedores, temos de estar muito atentos aos movimentos. Leia mais…

A Tecnologia e a Superficialidade

Uma das promessas da evolução tecnológica é que, com a automação de atividades mecanizadas, sobraria tempo para nos dedicarmos a iniciativas de maior valor. Assim nos desenvolveríamos individualmente de forma muito mais acelerada e rica.

Será?

Um exercício breve: você se recorda dos números telefônicos como no passado? Particularmente, eu não me lembro dos números das minhas filhas. Sem o registro das informações no celular, estou perdido.

E os trajetos no trânsito? Conhecia muito os caminhos em São Paulo de tanto que trabalhei na rua. Conhecia, pois não sei o que seria de mim hoje sem o Waze.

Entenda esses exemplos muito mais como referências, artefatos para nos alertar de um fato claro e concreto: realmente a tecnologia nos ajuda e não é necessário mais ocupamos espaço em nosso cérebro com informações acessíveis em outros meios. Em minha opinião, a questão principal dessa reflexão não é essa. A grande questão é: o que estamos fazendo com o espaço que sobrou? Leia mais…

A Lei da Terceirização e as Plataformas de Negócios

Mais uma vez tenho a percepção de que, presos a um pensamento sectário, estamos perdendo a oportunidade de nos aprofundar em discussões relevantes.

Enquanto muita polêmica ocorre em relação a nova Lei da Terceirização (que de novo tem muito pouco, a propósito), existem temas para lá de fundamentais que deveriam estar no centro das discussões e passam batido.

O novo ambiente empresarial tem evoluído para o desenvolvimento de plataformas de negócios que se constituem como redes de relacionamento entre diversos players.

Empresas como Uber, Cabfy e Lifty, por exemplo, reúnem na mesma plataforma motoristas, consumidores e outros agentes em casos como o Uber Eats, que faz entregas de refeições a domicílio.

Será que nossa legislação atual mapeia a relação institucional dos relacionamentos entre todos esses agentes? Leia mais…

Uber x Airbnb: O impacto da liderança na cultura do negócio

Em meu texto sobre a evolução do Uber como negócio, o querido Nandico fez um comentário muito instigante acerca da influência do líder/fundador no negócio (no caso, uma crítica a cultura implantada pelo, já polêmico, Travis Kalanick em sua startup).

Para não ficar para trás e envolvido em um projeto de conteúdo ambicioso com meu amigo e guru Salibi, tenho estudado muito todo esse contexto. Estava pesquisando sobre outro player valioso dessa nova economia e tive um insight a esse respeito que quero compartilhar por aqui.

Junto com o Uber, o Airbnb é um dos principais representantes da chamada “economia compartilhada” Curioso como a levada da startup é diferente do Uber. Um exemplo, Brian Chesky, um de seus fundadores e atual CEO, sempre adotou uma postura de boa vizinhança com as empresas tradicionais do setor. Ele comenta que a vitória do Airbnb não representa a derrota dos hotéis convencionais. Não sei se você sabe, mas atualmente muitas pousadas e pequenos hotéis já contam com o Airbnb como importante gerador de demanda para seus negócios. Leia mais…

Será que estamos fazendo as perguntas certas?

Fiz um post que tinha como objetivo refletir sobre formas de encarar contextos similares citando o Uber – no caso a oferta do serviço durante a Greve que houve em SP – que gerou algumas interpretações de fundo mais ideológico do que prático.

Atenção: o pensamento sectário e inflexível engessa o raciocínio e não permite uma maior maleabilidade perante a um ambiente em transformação intensa.

Vamos deixar de lado as questões ideológicas quanto a natureza do serviço. Não que essa reflexão não seja relevante. Pelo contrário. Ela é fundamental. Porém, vamos entender esse fenômeno de forma mais abrangente.

O Uber tem cerca de 8 anos (só 8 anos). É uma startup que apresenta resultados incríveis e alguns indicadores superiores a gigantes na mesma fase como Google e Facebook.Sua adoção foi tão bem sucedida que forjou um novo termo junto a sociedade: a uberização. Você tem uma miríade gigante de “ubers” de alguma coisa. Leia mais…

“Não peça garantias, não peça segurança, jamais houve semelhante animal”

Usualmente revisito obras icônicas muito cultuadas quando jovem. Procuro novos olhares e interpretações mediante a meu repertório atual.

Nesse contexto devorei Fahrenheit 451 de Ray Bradbury um clássico lançado em 1953 que é de uma atualidade assustadora

O autor constrói uma narrativa baseada em uma sociedade que, como um dos recursos principais para dominação de seus cidadãos, extingue todos os livros que são queimados por bombeiros que agem como Inquisidores da Idade Média.

A metáfora é espetacular e suscita reflexões deliciosas como a idéia da ditadura da maioria que, com suas garras, pune a diversidade ao estabelecer o conhecimento comum como o único detentor de valor.

Nesse contexto, o senso comum tem lugar central (olha ele aí de novo…), já que inibe a reflexão crítica (daí vem a ideia da extinção dos livros) e coloca todos e tudo no mesmo saco. Leia mais…