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Não estamos preparados para lidar com a evolução tecnológica

Os avanços tecnológicos geram desconforto, insegurança e, em algumas situações, muito medo. Rupturas mexem com o status quo e tiram o ser humano da zona de conforto. Nos Estados Unidos, o lançamento de uma nova tecnologia gerou muita preocupação na sociedade. Impactada pela influência desse movimento junto, sobretudo, aos jovens, uma analista sentenciou: “Essa tecnologia não mudará a forma como nos comportamos, mudará quem somos”. O repudio e a preocupação vinha de encontro ao estímulo ao excesso de individualismo e isolamento causados por essa onda que, rapidamente, assolou o país.

As discussões sobre os efeitos desse fenômeno logo se espalhou por todos meios de comunicação em todos os estados americanos e, estudiosos do comportamento humano, não tardaram em expressar sua preocupação com o futuro dos jovens já que aquela tecnologia criava barreiras invisíveis às relações interpessoais aos destruir a possibilidade de conversas e tornava pessoas irrelevantes para outras pessoas. Que sociedade estava sendo criada por meio desse comportamento tão nocivo?

Como consequência dessa reflexão, 9 estados americanos criaram leis para coibir a utilização dessa tecnologia nas ruas, porém todas as tentativas foram irrelevantes. Em menos de 1 ano de seu lançamento, ela estava presente em 1 de cada 11 domicílios americanos.

Você arrisca dizer qual é essa inovação? Leia mais…

Inteligência Artificial tão comum quanto a Eletricidade

Há cerca de 15 anos, pensadores como Nicholas Carr, preconizavam que, em breve, a internet seria tão trivial quanto a eletricidade na vida das pessoas.

Essa visão causava estranhamento e desconfiança. Afinal, a tecnologia existente era limitada, as conexões péssimas e as bandas não eram tão largas.

Pois, deu no que deu. Atualmente, ninguém tem dúvidas sobre o avanço da web na vida de todo cidadão do mundo.

Uma das importantes consequências desse movimento é a ascensão da inteligência artificial. Ela se expressa em nosso cotidiano seja por meio de modelos mais simples como na forma de algoritmos para lhe apresentar os conteúdos mais adequados ao seu perfil até em sofisticadas aplicações que permitem análise preditivas complexas.

O que era circunscrito a contextos muito específicos e técnicos estará cada vez mais presente em nosso dia a dia e, essa realidade, altera profundamente o ambiente corporativo e a sociedade.

Veja essa experiência da Oracle (#itsyourtime) lançada essa semana. A análise de manifestações na web influenciará a composição de uma música e permitirá sua autoria compartilhada com os artistas. É a tecnologia estendendo seus tentáculos por áreas inimagináveis no passado e gerando novas leituras e experiências. Leia mais…

O Fim dos Smartphones

Veja que curioso. Nessa semana li um Estudo que mostra que, até o final do ano, teremos mais de um smartphone por habitante no Brasil. Movimento para lá de relevante e só irá intensificar o perfil de consumo por celular valorizando cada vez mais a linguagem em vídeo e os apps. Legal, não é?

Pois nessa mesma semana, Mark Zuckberg explorou, em uma conferência, a visão da câmera do Facebook como uma plataforma integrada que permitirá uma série de interações com o meio.

Nessa linha, o pessoal do Vale do Silício já concebe que os smartphones atingiram o ápice de seu desenvolvimento tecnológico e será disruptado em breve.

A bola da vez são os vestíveis e as apostas continuam altas nos óculos como o malfadado projeto do Google Glass.

Incrível, não é? Quando um movimento, como o dos smartphones, estabiliza-se em um patamar “confortável” já percebemos que ele está ultrapassado.

A velocidade das mudanças é avassaladora e , tanto em nosso papel como trabalhadores quanto no de empreendedores, temos de estar muito atentos aos movimentos. Leia mais…

A Tecnologia e a Superficialidade

Uma das promessas da evolução tecnológica é que, com a automação de atividades mecanizadas, sobraria tempo para nos dedicarmos a iniciativas de maior valor. Assim nos desenvolveríamos individualmente de forma muito mais acelerada e rica.

Será?

Um exercício breve: você se recorda dos números telefônicos como no passado? Particularmente, eu não me lembro dos números das minhas filhas. Sem o registro das informações no celular, estou perdido.

E os trajetos no trânsito? Conhecia muito os caminhos em São Paulo de tanto que trabalhei na rua. Conhecia, pois não sei o que seria de mim hoje sem o Waze.

Entenda esses exemplos muito mais como referências, artefatos para nos alertar de um fato claro e concreto: realmente a tecnologia nos ajuda e não é necessário mais ocupamos espaço em nosso cérebro com informações acessíveis em outros meios. Em minha opinião, a questão principal dessa reflexão não é essa. A grande questão é: o que estamos fazendo com o espaço que sobrou? Leia mais…

A Lei da Terceirização e as Plataformas de Negócios

Mais uma vez tenho a percepção de que, presos a um pensamento sectário, estamos perdendo a oportunidade de nos aprofundar em discussões relevantes.

Enquanto muita polêmica ocorre em relação a nova Lei da Terceirização (que de novo tem muito pouco, a propósito), existem temas para lá de fundamentais que deveriam estar no centro das discussões e passam batido.

O novo ambiente empresarial tem evoluído para o desenvolvimento de plataformas de negócios que se constituem como redes de relacionamento entre diversos players.

Empresas como Uber, Cabfy e Lifty, por exemplo, reúnem na mesma plataforma motoristas, consumidores e outros agentes em casos como o Uber Eats, que faz entregas de refeições a domicílio.

Será que nossa legislação atual mapeia a relação institucional dos relacionamentos entre todos esses agentes? Leia mais…

Uber x Airbnb: O impacto da liderança na cultura do negócio

Em meu texto sobre a evolução do Uber como negócio, o querido Nandico fez um comentário muito instigante acerca da influência do líder/fundador no negócio (no caso, uma crítica a cultura implantada pelo, já polêmico, Travis Kalanick em sua startup).

Para não ficar para trás e envolvido em um projeto de conteúdo ambicioso com meu amigo e guru Salibi, tenho estudado muito todo esse contexto. Estava pesquisando sobre outro player valioso dessa nova economia e tive um insight a esse respeito que quero compartilhar por aqui.

Junto com o Uber, o Airbnb é um dos principais representantes da chamada “economia compartilhada” Curioso como a levada da startup é diferente do Uber. Um exemplo, Brian Chesky, um de seus fundadores e atual CEO, sempre adotou uma postura de boa vizinhança com as empresas tradicionais do setor. Ele comenta que a vitória do Airbnb não representa a derrota dos hotéis convencionais. Não sei se você sabe, mas atualmente muitas pousadas e pequenos hotéis já contam com o Airbnb como importante gerador de demanda para seus negócios. Leia mais…