segunda-feira, dezembro 11, 2017

Qual o valor de uma ideia? Mais que slogan publicitário de um banco, essa pergunta embute um conceito poderoso. Atualmente a necessidade de fugir da comoditização faz com que as organizações orientem seus esforços, de forma incondicional, rumo à diferenciação. E são as ideias a matéria prima básica dessa diferenciação.
Aliado ao imperativo da competitividade, temos uma sociedade que se caracteriza pela ascensão do conhecimento. É fato inconteste que o principal ativo de uma corporação é seu capital intelectual acumulado, representado pela inteligência de seus colaboradores. Ter acesso a cérebros que fazem diferença contribuindo ativamente e criando valor para a organização é mais importante do que ter acesso a máquinas e bens imobilizados. Temos aí a base da chamada Sociedade do Conhecimento.
Nessa sociedade, as ideias são um dos principais impulsionadores de seu crescimento pelo fato de serem as impulsionadoras da diferenciação.
Curioso observar que historicamente o ato de ter grandes ideias sempre foi uma exclusividade dos gênios de cada época. Cientistas, inventores e personalidades como Albert Einstein, Thomas Alva Edison, Benjamin Franklin, Alexander Graham Bell entre tantos outros, entraram para a história da humanidade por seus feitos históricos proveniente de grandes ideias.
No mundo corporativo observamos que essa mesma função ou responsabilidade sempre esteve circunscrita aos dirigentes da alta administração ou aos profissionais de áreas estritamente relacionadas ao uso intensivo da criatividade como os designers, profissionais de pesquisa e desenvolvimento (P&D), profissionais de criação em agências de publicidade e assim por diante. Era como se o ato de ter grandes ideias era privilégio – e exclusividade – da mentes brilhantes de alguns poucos iluminados.
Pois o mundo mudou (que bom)! Na sociedade atual é um diferencial competitivo de alta relevância ter colaboradores que, proativamente e consistentemente, oferecem contribuições com ideias e sugestões, independente de sua posição hierárquica. Uma organização com essas características está incrementando o seu ativo intangível mais relevante: seu capital intelectual.
Historicamente as empresas que primeiro se deram conta dessa oportunidade foram as empresas japonesas. Tendo como base os programas de qualidade que pousaram no país como resultado dos esforços de recuperação da nação do pós-guerra, as organizações nipônicas desenvolveram uma cultura de incentivo a captação de ideias por todos os colaboradores que transformou-se em referência no mundo todo e foi uma das responsáveis por catapultar o país de uma posição de penúria total para a 2ª economia do mundo. Só para termos uma referência dessa prática, as empresas japonesas, na média, recebem 24 ideias por empregado por ano. Dessas 82% são implementadas. Comparando essa realidade com a das empresas americanas, boa base de referência, pois se tratam de empresas maduras sob a ótica das práticas de gestão, temos uma média de apenas 0,16 ideias por empregado/ano. Notem como é desproporcional a diferença e reflitam sobre os benefícios práticos, tangíveis dessa cultura.
É importante, no entanto, estar claro que apenas ter boas ideias não caracteriza-se como um diferencial competitivo na prática. É necessário instituirmos um bom sistema de execução, pois ideia boa é ideia implementada.
Partindo da visão da organização para a visão pessoal, todos devemos nos preparar para sermos uma usina de ideias tendo como compromisso sua execução. Agindo dessa forma, estaremos criando nosso próprio diferencial competitivo e nosso valor de mercado crescerá exponencialmente.
O país continua crescendo, as oportunidades surgem em uma quantidade e qualidade inéditas em nossa história. Mãos à obra! Vamos colocar nosso cérebro para funcionar em prol de um crescimento sustentável. A recompensa vale a pena
A propósito “Movidos por ideias” é o título de meu novo livro realizado em parceria com meu grande amigo e mentor, José Salibi Neto. Lá exploramos, por meio de 10 deliciosos artigos, 10 insights para criar empresas e carreiras duradouras. No dia 22 de novembro, às 20h00 estaremos realizando o lançamento dessa obra no Teatro Eva Herz localizado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo (Avenida Paulista, 2073). Você é nosso convidado para um bate papo onde conversaremos sobre essas e outras ideias poderosas.

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

2 Comments

Marcelo Vial novembro 4, 2010 at 9:32 am

Sandro,

Tudo bem?

Mais um artigo fantástico, parabéns. Livro novo é como um filho novo.
Se nos EUA apenas 0,16 idéias for funcionário, não quero nem imaginar esse número no Brasil, pois a dísima deve passar de nove casas. É impressionante a capacidade de desperdício de talentos e de idéias no nosso país. Quem sabe com nossos livros possamos dar nossa parte de contribuição para as pessoas!

Abraços,

Marcelo Vial

Sandro Magaldi novembro 4, 2010 at 10:31 am

Vial, É isso aí. Recebi o convite para o lançamento de seu livro, mas estamos próximos a ExpoManagement, que acontece na próxima semana, e não consigo sair de SP. De qualquer forma, assim que estiver em Salvador lhe acesso para ter minha dedicatória. Conte comigo por aqui. Se estiver por SP no final de Novembro te espero na Cultura. Um abraço, Sandro

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