sábado, dezembro 16, 2017

Tem causado perplexidade e indignação em nosso Brasil varonil as malfadadas camisas que a Adidas produziu para “promover” a Copa do Mundo no país. Para quem ainda não as viu (se é que existe alguém que não foi impactado pela comoção que tomou conta da grande mídia, governo etc) as camisas fazem alusão a sexualidade do brasileiro com frases e imagens de duplo sentido.
Vamos fugir da praga da superficialidade e das respostas prontas – e fáceis – e colocar uma lente nesse acontecimento. Fatos:
a) Na Folha de S. Paulo desse Domingo foi publicada matéria que mostra como o mercado de prostituição no Brasil está se preparando para o evento. As perspectivas são para lá de promissoras com a Copa (apesar de existirem profissionais preocupadas com a forte concorrência);
b) O Carnaval é uma das manifestações culturais do país que mais gera exposição no exterior e recebe uma legião de gringos. Nesses 4 dias de folia qual é a principal imagem do país senão milhares de bumbuns expostos em poses provocantes?
Ahã, estamos reclamando da imagem do país lá fora. Ops, alguma coisa está fora da ordem!
Não, não estou querendo livrar a cara da Adidas que cometeu uma barbeiragem daquelas. Uma marca com desse porte não pode se expor desse jeito (já que o assunto aqui é nível de exposição .
Tampouco não aprovo a mensagem das camisas (de muito mal gosto, a propósito).
O fato concreto, porém é que não adiantar espernear, pois essa é a imagem do Brasil e ponto. Aliás, como poderia ser diferente? Quais são os esforços de comunicação que nosso Governo faz, propositivamente, para mudar essa imagem?
O que me deixa mais incomodado é que, apesar de concordar que essa imagem condiz com parte de nossa cultura, ela traz uma visão parcial e totalmente enviesada, pois o Brasil é muito mais do que isso.
Insisto em uma visão que tenho reiterado por aqui: existe um Brasil invisível que esta passando a margem da grande mídia e de todos. Só um exemplo: na mesma semana dessa polêmica, dezenas de milhares de pessoas participaram da Feira do Empreendedor promovida pelo Sebrae. Toda essa galera ávida por empreender, realizar seus sonhos e fazer a diferença no país dos bumbuns de fora. Ao mesmo tempo, diariamente conheço empreendedores incríveis que estão empreendendo mais do que seus negócios. Estão empreendendo suas vidas. Pois, que país é esse? É o das bundas de fora ou de cidadãos comprometidos com seu futuro e, como consequência, que irão gerar prosperidade a nação?
Eu diria que não temos um só Brasil. Temos milhares, inúmeros Brasis. Ao invés de reclamarmos deveríamos ter um plano para desenvolver a imagem de nosso país. A propósito, esse plano não deveria ser desenvolvido só para os gringos. Deveria começar a ser difundido internamente para que nós possamos entender qual nossa real perspectiva e identidade.
Pois bem, a nós cabe trabalhar e nos comprometer com nossa prosperidade independente de Governo, fatores externos etc. Dessa forma, estaremos construindo o nosso Brasil. Aquele que cada um de nós merece.
Garanto que o meu não é o da bunda pra fora #vamoai

Sandro Magaldi é CEO e co-fundador do meuSucesso.com, a maior plataforma de empreendedorismo do Brasil impactando milhões de empreendedores mensalmente. É considerado um dos maiores experts em Gestão Estratégica de Vendas do país e autor do livro “Vendas 3.0: Reposicionando o vendedor, a equipe de vendas e toda a organização” definido pelo Pai do Marketing moderno Philip Kotler como “um daqueles livros que nos faz pensar”.

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