Não há nada que mais nos aproxima da vida do que a morte.

19 setembro 2016

Esse é um dos paradoxos da nossa existência.

Essa figura me veio à mente com acontecimentos recentes como a súbita tragédia com o ator Domingos Montagner ou ainda com um fato que me impactou há algumas semanas.

Recebi uma notificação no Facebook de um colega antigo, a quem sempre respeitei muito, sobre seu aniversário. Entrei na sua timeline e fui surpreendido ao saber que esse colega havia falecido. Que choque! Esse impacto foi potencializado ao entrar em sua página e perceber tudo tão vivo. É como se ele ainda estivesse entre nós fisicamente.

Ao refletir sobre essas perdas fica evidente, translúcido como um cristal, minha percepção: não há nada que nos aproxima mais da vida do que a morte.

Isso porque é nesses momentos que fica claro a importância de aproveitarmos cada minuto de nossa existência. A perda é inexorável e gera uma sensação de impotência absoluta. O que eu poderia fazer de diferente? É a pergunta que martela a cabeça de muitas pessoas em situações como essa.

Me parece que a resposta a essa questão é outra pergunta: O que você pode fazer de diferente para você mesmo? O que você pode fazer para aproveitar sua vida em plenitude e gozar dessa dádiva de forma intensa e responsável.
Entendo que essa seja a forma mais digna de homenagearmos e entregarmos algo de valor a quem não está conosco e teve uma passagem marcante em nossa existência: procurar ser melhor a cada dia (entendendo que “ser melhor” tem vários significados de acordo com cada indivíduo) e entender o valor de estar aqui, agora, cercado de pessoas maravilhosas, fazendo história, fazendo acontecer, deixando seu legado muito vivo mesmo quando você não estiver vivo.

Comprometa-se com a vida.