Não deixe a crise impactar suas vendas

18 Abril 2018

Há uns dias estava ministrando uma aula sobre vendas e quero compartilhar com você um tema que me chamou bastante minha atenção.

Impressionou-me a insegurança causada por alguns alunos a respeito dos efeitos provenientes da crise política e econômica. Da instabilidade tão presente em nossos dias.

Após a aula, me dei conta de um aspecto que não estava tão claro para mim: existe uma geração de brasileiros que só conheceu os efeitos de uma crise recentemente.

É natural, portanto, que, nessas circunstâncias, a insegurança tende a tomar conta e afetar de forma significativa as expectativas e autoestima da galera.

A música para mim toca diferente. Perdi as contas das inúmeras crises cabeludas por qual passei: Plano Collor, Plano Real, Crise Russa etc. São tantas que nem me recordo seus nomes e épocas.

Cada nova crise, representava um novo desafio.

Você sabe o que é vender um produto sem que o cliente tenha uma visão clara do preço que irá pagar? Pois é, passei por isso também na migração do Plano Real quando havia uma moeda transitória.

Foram tantas as bordoadas que fiquei com o “casco duro”.

A despeito de todas elas, continuei vendendo muito, ganhando prêmios e prosperando.

Na realidade, meu primeiro grande ciclo de crescimento profissional, quando passei de vendedor de amendoim para Gerente Comercial no maior jornal do país com vinte e poucos anos, aconteceu envolto em um ambiente altamente instável, imprevisível e caótico.

Nada mais me assusta.

A única coisa que muda em situações como essa é que altero um pouco minha rotina.

Por exemplo, evito ler a coluna econômica dos jornais com a mesma assiduidade de antes. Claro que me mantenho informado, porém não quero ser contagiado com o pessimismo característico em situações como essa.

Sabe porquê?

Por que minha experiência mostra que ninguém, muito menos os jornalistas e os economistas, tem uma visão clara sobre os impactos de uma situação como essa. Tampouco uma visão de futuro clara.

Sendo assim, prefiro ter a minha própria visão de futuro e, ao invés de ficar esperando a “morte da bezerra”, correr atrás do que é meu.

Esse ninguém me tira 😉

Tags: 
,