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    Não confunda movimento com evolução

    18 novembro 2013

    Essa frase é de um dos pensadores mais brilhantes da história dos negócios e uma das personalidades que mais admiro e estudo: Peter Drucker. Incrível como, mesmo sendo cunhada há mais de décadas, ela está mais atual do que nunca. É inegável que uma das principais mudanças na sociedade que afetou em cheio o mundo corporativo foi o incremento da velocidade a um nível inimaginável no passado (você se recorda quanto tempo uma mensagem demorava para chegar a você quando não havia o celular? Pois não faz mais do 15 anos e era assim. Pouco tempo, não é?). Atualmente, com a popularização da internet e dos meios de comunicação em geral, temos sempre a perspectiva de “estarmos ficando para trás”, pois nunca conseguimos ter acesso a todas informações disponíveis para tomar uma decisão. Como resultado, existe a tendência de eu sempre me movimentar na buscar por referências ou alternativas. É necessário muita atenção a esse comportamento. Em todos os contextos, e no mundo corporativo não é diferente, é necessário consolidar suas realizações, ideias e projetos. E isso leva algum tempo.

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    Da “juniorização” da estrutura à produtividade endêmica: os desafios de Recursos Humanos no novo momento da economia brasileira

    14 novembro 2013

    por B. Afonso Macagnani (*) A produtividade da economia brasileira está estagnada: o valor adicionado por trabalhador no Brasil em 2012 permanece no mesmo nível de 2000 e equivale a 18% da produtividade americana. Sim, o trabalhador americano produz cinco vezes mais que o brasileiro por hora trabalhada, e não retiramos um centímetro de atraso nesses 12 anos. Gustavo Franco, O Estado de São Paulo, 25.ago.2013 A revista “The Economist”, em duas reportagens pontuais, uma de novembro 2009, “Brazil takes off” (“O Brasil decola”) e outra de outubro 2013, “Has Brazil blown it?” (“O Brasil estragou tudo?”), destaca dois momentos distintos da economia brasileira e aponta, nesta última, a inversão da expectativa externa sobre a nossa capacidade em continuar crescendo como país emergente. Traduzindo metaforicamente para nossa abordagem de Recursos Humanos significa dizer que, nesse intervalo de quatro anos, o foco passou de “identificar e reter talentos faltantes para um momento de crescimento” para o de “incrementar produtividade para aumentar a competitividade das empresas”. Não que esses dois focos sejam excludentes, ao contrário, pela maior abrangência o enfoque de competitividade contém as ações sobre identificação e retenção de talentos, contudo, a celeridade com que as condições econômicas favoráveis aconteceram, acabou por dispensar, de maneira estruturada e na maioria das empresas, o foco na produtividade e seus alavancadores e, de forma reducionista, concentrou atenção em ações básicas sobre talentos.

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    Pensar incomoda como andar à chuva…

    12 novembro 2013

    Em um dos trechos do “O Guardador de Rebanhos” o memorável Fernando Pessoa por meio de seu heterônimo Alberto Caieiros nos traz uma lição incrível. Vejam que adequado a nossa realidade atual: Pensar incomoda como andar à chuva Quando o vento cresce e parece que chove mais A verdadeira chave da libertação é a busca pelo conhecimento. Só mesmo por meio do conhecimento seremos melhores profissionais, empreendedores e, sobretudo, melhores pessoas. E aqui não me refiro ao conhecimento estruturado, aquele que encontramos nas escolas. Sim, esse é importante, porém me refiro a todo conhecimento que possamos buscar que nos faça crescer, evoluir. Que nos faça nos libertar…

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    Vamos exercitar a escutatória!!

    08 novembro 2013

    Um dos pensadores brasileiros mais admiráveis, em minha opinião, é Rubem Alves. Sugiro que todos leiam Rubem Alves sempre, pois seus pensamentos sobre educação, desenvolvimento do país, sobre a vida são incríveis (é só dar uma olhada no site dele). Um dos meus textos favoritos do autor se chama “Escutatória”. Veja como ele abre o texto: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular”. Verdade, não é? Temos de exercitar nosso poder de ouvir. Mas não o qualquer ouvir. Temos de exercitar o ouvir legítimo, direcionando nossa atenção para o próximo de forma verdadeira. Esse ouvir é diferente do ato de escutar o que o outro está dizendo sem prestar atenção de fato em suas palavras. Temos o hábito de ficar centrados apenas em nosso universo em detrimento do próximo. E esse comportamento não se reflete só na vida pessoal. Quantas vezes você não esteve diante de um vendedor cujo principal objetivo era discursar sobre seu produto sem se importar com a sua real demanda, sem te ouvir.

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    O Efeito Manada e seus riscos…

    07 novembro 2013

    No livro “Uma breve história do século XX”, Geoffrey Blainey conta que um dos pesquisadores que descobriu o DNA em 1953, James Watson (o outro foi Francis Crick), declarou que o caminho que seguiram para vencer a corrida rumo a essa descoberta foi o de “permanecer distante das teses por demais discutidas”. A dupla tinha poucos recursos e estrutura e conseguiu em apenas 18 meses suplantar um desafio que foi – e será – a chave para inúmeras descobertas relevantes para nossa saúde. Tomo emprestado essa referência do campo da medicina para explorar uma crença que para mim está cada dia mais evidente: temos de tomar muito cuidado com as verdades absolutas que se proliferam no mundo. Sobretudo no mundo da gestão. Vivemos em um ambiente que se caracteriza pelo excesso de modismos. O avanço da influência da web em nosso dia a dia só potencializa esse comportamento, pois a cada dia surge uma onda nova. Em geral ocorre o chamado “efeito manada”.

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