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    Não se assuste com a crise

    02 março 2015

    Nesses dias tive a oportunidade de dar uma aula para uma turma de MBA da FIA. Gostaria de estar mais em sala de aula, compartilhando conhecimento, ajudando as pessoas a quebrar paradigmas, a refletir sobre nossos desafios do dia a dia, porém hoje minhas prioridades me limitam de investir mais tempo nessa frente. Enfim, o que me chamou a atenção no papo – que foi ótimo, a propósito – foi a insegurança causada pela instabilidade econômica atual. Isso ocorre, sobretudo, porque trata-se de uma disciplina sobre Vendas e, todos sabem, que é uma das primeiras a receber os impactos de uma crise. Me dei conta de um aspecto que não estava tão claro para mim: existe uma geração de brasileiros que nunca passou por uma adversidade brava, por uma crise cascuda. É natural que, nessas circunstâncias, a insegurança tende a tomar conta e afetar de forma significativa as expectativas e autoestima da galera.

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    As empresas como espaço de realização pessoal

    19 fevereiro 2015

    Um dos desafios mais instigantes por qual passamos nessa Era se encontra no espaço onde se fundem nossa vida pessoal e profissional. Minha geração – e todas as anteriores – se acostumou a um contexto onde havia uma divisão muito clara entre espaço de realização pessoal e profissional. Nos acostumamos a viver sob a égide do “OU”: OU faço o que gosto OU ganho dinheiro. O resultado disso todos já sabem de cor e salteado: frustação, precarização do trabalho e um ambiente de desesperança total. É evidente que essa dinâmica continua presente, porém emerge com força uma demanda que se caracteriza pelo “E” em detrimento do “OU”: faço o que gosto E ganho dinheiro. Aproveitei o Carnaval para rever e estudar alguns conteúdos do meuSucesso.com. Em um deles chamado “To the point” tive a oportunidade de entrevistar feras de diversos temas da gestão comentando passagens de Estudos de Casos com grandes empreendedores. É incrível como essa visão do alinhamento dos interesses pessoais e profissionais está mais evidente do que nunca. Sobretudo nas conversas com o César Souza sobre Liderança e com Marcelo Cherto sobre Gestão, essa visão veio muito forte e, aos poucos, vai se forjando uma nova orientação: as empresas devem se preparar para serem espaços de realização pessoal para seus colaboradores e isso não significa comprometer seu resultado financeiro. Pelo contrário, quanto mais motivados esses profissionais estiverem melhor será sua performance. Simples assim (como sempre diz o querido Geraldo Rufino). Assim, ficam dois insights:

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    A importância de um legado

    11 fevereiro 2015

    Na semana passada me emocionei com um vídeo da preleção do jogador Zé Roberto na estreia do Palmeiras no Campeonato Paulista (se você não viu, mesmo não sendo palmeirense, vale à pena, pois foi um pitch muito legal. Polêmico, mas legal…). É evidente que pesou o fato da equipe ser meu time de coração, porém, tentando manter minha isenção (difícil…), a passagem que mais me tocou foi quando ele aponta as imagens no vestiário de momento memoráveis na história do Palmeiras e convida a todos a fazerem parte daquela galeria, daquela história. Essa passagem me remeteu a uma reflexão que tenho exercitado e não é de hoje: a importância de um legado. Como sempre comento, não estamos aqui à toa. Nossa existência não pode ser submetida a mediocrização que muitas vezes nos impomos. É necessário sempre refletirmos sobre qual será nossa pegada, nossa identidade quando não estivermos mais por aqui. É evidente que o contexto de uma figura popular, como um jogador de futebol em nosso país, traz consigo outros contornos para a questão do legado. Porém, a reflexão é muito mais abrangente do que a destinada a figuras populares e deve fazer parte de nossas prioridades.

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    Como faço para identificar meu propósito ao empreender minha vida?

    09 fevereiro 2015

    Essa é uma das questões que recebo frequentemente quando abordo a importância de você alinhar sua jornada empreendedora com seus propósitos de vida. Afinal, como sei qual é meu propósito de vida? Onde investir meu tempo, minha vida? Um dos caras que mais admiro é Rubem Alves. Sempre estou consultando alguma obra desse brasileiro incrível que nos deixou ano passado. Em uma dessas leituras – não me recordo exatamente em qual livro – Rubem Alves comenta que estava em uma viagem a Bolívia. Se encontrava em um local bastante carente e resolveu conhecer uma feira local. Nessa feira encontrou uma senhora que vendia laranjas. Entabulou então uma proza deliciosa com a nativa que comentou sobre as dificuldades que se apresentavam a ela diariamente naquela comunidade e em como era desafiante sua rotina diária. Rubem Alves e sua esposa se comoveram com aquela história. Sem pensar duas vezes decidiram arrematar todas as laranjas que estavam sendo vendidas. Ao anunciar essa decisão, a vendedora negou veementemente essa possibilidade. Perplexo, Rubem Alves quis entender melhor essa motivação. O porquê ela não desejava vender todas as laranjas, realizar esse lucro e voltar para casa para tocar suas outras necessidades. Com a simplicidade que caracteriza a maior parte das coisas geniais de nossa vida, a boliviana respondeu: “Se eu lhe vender todas as laranjas o que eu farei do meu dia?”.

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    Quais são nossos referenciais?

    01 fevereiro 2015

    Quem são as pessoas de nossa sociedade que nos inspiram, nos motivam, nos mobilizam? Não é de hoje que essa pergunta tem rondado minha mente. Estou certo que um dos fatores mais relevantes para o desenvolvimento de uma sociedade são seus referenciais. Essa visão ganha mais relevância no que se refere a evolução de nossos jovens. Para quem essa moçada olha e se identifica? Seguramente esse referencial não será encontrado na classe política. Depois do verdadeiro estelionato eleitoral presente na última eleição o que já era complicado, ficou ainda pior. Aqui não se trata de uma discussão partidária ou ideológica pois candidatos de TODAS as esferas (federal e estadual) e partidos pisaram feio na bola. É uma vergonha comparar os discursos de menos de 3 meses atrás com a ação prática atual. Me sinto envergonhado. Minha convicção é que encontraremos referenciais importantes ao olharmos para nossa classe empreendedora.

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    Por que aprender é fundamental para o empreendedor e as empresas

    09 janeiro 2015

    Há mais de 10 anos tive a oportunidade de participar de um evento com Alvin Toffler, um dos principais futuristas do mundo que se dedica a explorar, dentre outros contextos, as tendências para o mercado corporativo. Na época o pensador americano apresentou uma visão que me marcou bastante: no futuro, a distinção não será mais entre empresas grandes e pequenas e, sim, entre mais rápidas e mais lentas (não me lembro da frase literal dele, mas o sentido era esse). Toffler acertou em cheio. Atualmente, devido aos benefícios advindos da tecnologia, o porte da empresa já não é o único elemento de êxito de uma organização como ocorria no passado. Empresas menores prosperam em seus mercados ao serem mais ágeis, inteligentes e aproveitarem sua estrutura para serem mais flexíveis e aderentes às necessidades do mercado. E isso não tem a ver com seu tamanho. Tudo isso evidencia a importância do aprender continuamente. A lógica é a seguinte: já que a dinâmica do mercado muda constantemente com uma velocidade incrível, é necessário aprender continuamente sobre as oportunidades advindas dessas mudanças. Uma empresa com estrutura mais enxuta tem até mais condições de ser mais permeável às oscilações do ambiente a seu redor do que uma empresa maior já que a tendência é que essas organizações tornem-se mais engessadas e pouco flexíveis. Assim, fica definido que o aprendizado constante é uma das estratégias mais poderosas para o crescimento rápido de uma organização de menor porte.

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    UMA AULA DE (DES)ATENDIMENTO: COMPATIBILIZANDO ADEQUADAMENTE INDICADORES COM O RESULTADO ALMEJADO

    19 dezembro 2014

    Hoje tomei uma lição de (des)atendimento. Meu relógio frequencimetro da Garmin deu pau. Ele não está carregando bateria e não estabiliza ligado. Entrei no site da empresa onde não é possível encontrar endereço para revenda técnica. Você é obrigado a enviar uma mensagem a eles para obter um retorno sobre o procedimento que deve adotar. Fiz isso e recebi um retorno muito rápido da empresa. Nesse email fui comunicado que, devido ao recesso do final do ano, eles só iriam atender demandas como a minha em 15/01. Legal, não é? Mas, isso não é o pior. O mais interessante é que eles deram o pedido como concluído. É aí que entra minha reflexão. Certamente o responsável pelo atendimento da Garmin deve estar muito feliz por estar batendo suas metas de atendimento já que ele “concluiu” minha solicitação em tempo recorde. Muito possivelmente sua performance é mensurada por esse indicador: tempo de resolução do atendimento. Pouco importa se, de fato, a solicitação do cliente foi atendida ou não. O que importa é “concluir” o pedido.

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    O paradoxo do Conhecimento

    15 dezembro 2014

    Nenhum de nós tem uma visão clara de nosso pleno potencial. Por mais que enunciemos nosso caminho, no fundo, no fundo, não temos consciência de onde podemos chegar. O potencial do ser humano é ilimitado. Nossa oportunidade de crescimento, no entanto, não reside no que sabemos. Ela está presente, de fato, naquilo que desconhecemos. Paradoxal, não é? Pois existe outro paradoxo nessa história toda que me instiga: quando estudamos um tema, qualquer que seja, quanto mais próximo estamos de nosso objetivo mais distante ele fica. Explico: o mundo do conhecimento é tão fascinante que ele se descortina de acordo com a caminhada. E quanto mais me aprofundo mais janelas se abrem. Quanto mais janelas se abrem, mais janelas se abrem em uma dinâmica infinita que mais se assemelha àquelas obras do Escher, o gênio da perspectiva.

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    O EMPREENDEDOR É UM HERÓI

    06 novembro 2014

    Um dos principais vetores de desenvolvimento para nosso país é o empreendedorismo. Se essa afirmação fosse apresentada a você a meros 5 anos certamente causaria desconfiança e até descrédito de seu autor. Pois atualmente cada vez mais se fortalece a convicção de que o incremento do empreendedorismo é uma das soluções para o desenvolvimento de nossa nação. Interessante notar que essa convicção não acontece só no Brasil. Recentemente participei da ExpoManagement onde Raj Sisodia, autor do livro “Capitalismo Consciente”, apresentou sua visão de que “os verdadeiros heróis do nosso tempo são os empreendedores”. Ou seja, finalmente descobriram o valor do empreendedorismo para a sociedade.

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    Um pensamento sobre o Lucro

    14 outubro 2014

    Ontem participei do evento “Jovens Inspiradores” da Revista Veja com o Flávio Augusto e uma de suas mensagens me trouxe uma perspectiva a respeito do lucro complementar a uma visão que tenho compartilhado por aqui com insistência. Retomando um conceito-chave: toda organização, independente de sua natureza, é uma entidade social. Sua principal missão é criar valor a sociedade representada por clientes, colaboradores, fornecedores e todos os chamados stakeholders. Quando o valor que essa organização cria a sociedade é percebido, esta reconhece esse esforço por meio do lucro. Quando isso não ocorre, o resultado é o prejuízo. Simples assim. É nessa visão a respeito do lucro que cabe uma ponderação. Seu significado não se restringe a visão exclusiva do lucro financeiro.

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