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    Onde seus talentos e as necessidades do mundo se cruzam reside sua vocação

    23 março 2014

    Trocar os efeitos pelas causas é a base de todo processo de alienação. Você se recorda daquela cena clássica de “Tempos Modernos” onde Charles Chaplin protagoniza o trabalhador de uma fábrica que, alienado do propósito de seu trabalho, considera que a razão de sua existência é apertar parafusos quando, na realidade, ele é peça fundamental para a produção de um bem muito mais abrangente do que sua visão parcial? Pois foi esse mesmo processo de alienação que, ao longo dos anos, nos condicionou a pensar que o significado do trabalho é sua remuneração. Mentira braba. O significado de nosso trabalho transcende a questão da remuneração que é o efeito, a consequência de todo processo e não sua causa, seu fim. Trabalhamos para sermos felizes, trabalhamos por nossos propósitos, trabalhamos para concretizar nossa visão de mundo. Não, não estou querendo dizer com isso que a remuneração é menos importante. Pelo contrário, ela é fundamental para concretizar nossos sonhos. Porém não podemos misturar causa com efeito. Fazer escolhas para nossa carreira, seja como executivo ou como empreendedor, baseado, exclusivamente, em uma das variáveis dessa equação – o dinheiro – representa o risco eminente de nossa (in)felicidade. Essa frase do Aristóteles é mais contemporânea do que nunca, pois representa a fórmula da alta performance. Vá sempre em busca do propósito de sua vida e invista toda sua existência para construir essa ponte. Dessa forma, você encontrará sua vocação e criará um valor incrível para o universo. Ambicioso? Que nada, #SOUGV

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    O Einstein era louco…

    18 março 2014

    A revista Time escolheu Einstein como a personalidade mais influente do século XX. Na biografia dele você encontra algumas histórias incríveis. Não sei se você sabia, mas Einstein teve uma dificuldade incrível na escola, quase não concluiu seu doutorado e teve um início de carreira frustrante (tanto que começou a trabalhar como fiscal de patentes). Não, o físico brilhante não era um aluno medíocre. Na realidade o grande “problema” de Einstein sempre foi o de não se subordinar ao sistema bovinamente. Se revoltava com a postura de seus professores na Escola, brigou com seu orientador no Doutorado e, devido a essa insubordinação, era muito mal visto na Universidade e foi boicotado. Esses obstáculos, no entanto, não lhe desanimaram. Pelo contrário, lhe fortaleceram ainda mais e em poucos anos desenvolveu teorias que revolucionaram a física e, por que não dizer, a própria história da evolução da humanidade. O cara não deixou de pensar fora da caixa mesmo tomando porrada de tudo quanto é lado e passando até por dificuldades financeiras. Opa, se identificou? Então, bora! Levanta a cabeça, tira o bumbum da cadeira e vai atrás de seu sonho.

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    Porque é tão difícil pensar fora da caixa

    17 março 2014

    Pensar fora da caixa praticamente transformou-se em um mantra dos dias atuais. Não à toa, pois vivemos em um ambiente que se caracteriza pela ruptura e se não nos disciplinarmos a buscar novas maneiras de lidar com a vida corremos o risco de ficar para trás. O fato concreto, porém, é que é muito difícil adotarmos condutas distintas da que estamos acostumados e o risco é seguirmos, bovinamente, a manada. Porque é tão difícil pensarmos diferente? Porque é tão difícil pensarmos fora da caixa? A resposta a essa questão passa pela forma como nosso processo mental foi concebido e talhado ao longo de séculos de desenvolvimento humano. Estudos e pesquisas mostram que os seres humanos são bem mais habilidosos para seguir padrões do que para conceber novos pensamentos. A maior parte dos circuitos neurais do cérebro dedica-se a reconhecer, armazenar e recuperar padrões. Isso acontece por um motivo bem simples. Se o cérebro fosse processar toda informação utilizando todo seu potencial ele, simplesmente, não daria conta e travaria. Pense em um ser humano da Idade da Pedra perante ao risco eminente de um ataque de um leão faminto. Se ele parasse para pensar todas as possibilidades antes de agir ele simplesmente seria triturado pela fera. Antigo, não é? Agora pense você perante a seu chefe quando ele lhe faz uma pergunta crítica e, com um olhar inquisitório, pede que você se posicione em segundos (o leão, pelo menos, te oferece o benefício da fuga pela esquerda). Entendeu?

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    O vacilo da Adidas e o Brasil Invisível

    05 março 2014

    Tem causado perplexidade e indignação em nosso Brasil varonil as malfadadas camisas que a Adidas produziu para “promover” a Copa do Mundo no país. Para quem ainda não as viu (se é que existe alguém que não foi impactado pela comoção que tomou conta da grande mídia, governo etc) as camisas fazem alusão a sexualidade do brasileiro com frases e imagens de duplo sentido. Vamos fugir da praga da superficialidade e das respostas prontas – e fáceis – e colocar uma lente nesse acontecimento. Fatos: a) Na Folha de S. Paulo desse Domingo foi publicada matéria que mostra como o mercado de prostituição no Brasil está se preparando para o evento. As perspectivas são para lá de promissoras com a Copa (apesar de existirem profissionais preocupadas com a forte concorrência); b) O Carnaval é uma das manifestações culturais do país que mais gera exposição no exterior e recebe uma legião de gringos. Nesses 4 dias de folia qual é a principal imagem do país senão milhares de bumbuns expostos em poses provocantes? Ahã, estamos reclamando da imagem do país lá fora. Ops, alguma coisa está fora da ordem!

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    #DANESEACRISE – Parte 2

    24 fevereiro 2014

    Ultimamente tem me incomodado muito o tom pessimista de todas avaliações sobre nossa realidade. Encontro uma superficialidade incrível nas análises e uma tendência mais do que evidente do velho e bom “quanto pior, melhor” que tanto caracteriza nosso país. Sempre que encontro amigos pergunto a eles sobre como estão os negócios e veja o resumo da ópera: a) O mês de janeiro foi o melhor mês de vendas da história da CVC (deu na Folha de Sábado) b) Minha amiga Keila Taira comentou por aqui que bateu recorde de vendas no mesmo período na sua franquia da Óticas Carol no Shopping Vila Olímpia em SP c) Tenho um amigo que tem uma agência de eventos que comentou que, até agora, o volume de negócios de fevereiro quase equivale a 1 ano de vendas (nenhum desses eventos está relacionado a Copa) d) Tenho outra amiga que atua em uma agência de comunicação que me disse que em Janeiro estourou a meta em 30% São só alguns exemplos. Seguramente tem muito mais. É fato que estamos diante de um ano desafiante e as coisas tendem a estar mais difíceis. Porém, é fato também que é possível ser feliz e prosperar em um ambiente como esse. Temos de abandonar essa tendência pessimista que insiste em nos perseguir no Brasil. Não, não quero que adotemos uma visão utópica, romântica, descolada da realidade. O que acredito de verdade é que com atitude e proatividade conseguimos prosperar, crescer, encarar de frente essa realidade que se coloca e evoluir. Aliás, já compartilhei aqui como sempre me dei bem em momentos como esse. Não vai fazer diferença no preço do dólar ou na Venezualização do Brasil ficarmos estáticos, preocupados com o que vai acontecer. O negócio é arregaçar as mangas e ir para cima. Vamos nessa que o jogo está começando e precisamos fazer o ano. Confie em você! Eu confio. ‪#‎DANESEACRISE‬ A propósito, sugiro a leitura do livro “A lógica do Cisne Negro” de Nassim Taleb para quem quiser conferir como somos incompetentes para fazer previsões. Não é recente, mas muito, muito atual

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    Muito mais poderoso que ser interessante é estar interessado nas necessidades dos outros

    19 fevereiro 2014

    Realmente as coisas estão instáveis e incertas. Em um contexto como esse é natural que, em um primeiro momento, você tenha a sensação que perdeu o chão. Pois bem, depois de alguns minutos – não mais que isso – se descabelando é hora de pôr a mão na massa e fazer do limão a limonada. Tenho uma tese que em situações instáveis devemos fortalecer nossa orientação para o cliente e, como consequência, nosso foco em vendas. Isso porque, mais cedo ou mais tarde, todos seus esforços para reduzir custos ficarão limitados e você corre o risco de cortar recursos essenciais para sua evolução – e até sobrevivência. Sugiro uma boa avaliada em todo seu sistema de criação de valor. Qual a qualidade de suas interações com o cliente? Onde é possível obter ganhos nesse processo criando valor ao cliente? Nesse caso você tanto pode ter um foco na redução de custos desnecessários quanto em atividade que contribuirão para aumentar o engajamento e fidelização do cliente com seu negócio. Além disso, avalie seu “go to market”, ou seja, todas as iniciativas de cunho comercial desde o material de vendas, perfil de equipe, capacitação de seus vendedores etc. Olhe todo esse sistema de criação de valor com lupa. Invista tempo e energia nisso e lembre-se: toda interação com o cliente é uma oportunidade para criar ou destruir valor.

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    O lucro não é o fim e sim consequência: Salve Drucker!

    10 fevereiro 2014

    Quem me conhece sabe que sou um leitor voraz. Leio tudo o que cai na minha mão. Desde o ano passado, no entanto, decidi estabelecer uma meta de leitura mínima durante o ano. E não vale só livros de negócios. Tenho de trafegar por todo tipo de leitura. Ano passado li mais de 12 livros e esse ano quero chegar a, no mínimo 15. Já li 3 e quando estava decidindo para onde ir cheguei à conclusão que estava na hora de revisitar Peter Drucker. Em 2010, quando escrevi o livro “Movidos por Ideias” com meu amigo José Salibi Neto e com a colaboração da amiga Adriana Sales, estudei em profundidade o “Guru dos Gurus” e minha admiração por essa lenda da gestão só aumentou. Pois, essa semana quando resolvi voltar a ler o autor me impressionei novamente. Estou lendo uma coletânea de textos de Drucker de 1999 a 2001 (quando ele tinha “apenas” 91 anos de idade). A lucidez com a qual Drucker prediz o futuro é incrível. Veja esse trecho: “…subornar os trabalhadores do conhecimento, de quem dependem essas indústrias, simplesmente não dará certo…provavelmente em dez anos, dirigir uma empresa ‘voltada para o acionista’ (a curto prazo) como seu primeiro – e talvez único – objetivo terá se tornado contraproducente…o desempenho passará a depender de se dirigir a instituição de forma a atrair, reter e motivar os trabalhadores do conhecimento”

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    Peter Drucker, o mais influente pensador da administração moderna (trecho do livro “Movidos por Ideias”)

    10 fevereiro 2014

    É impossível estudar o mundo da gestão sem entender a obra e influência de Peter Drucker no ambiente corporativo. Drucker foi o primeiro pensador a sistematizar o estudo sobre administração. Justificadamente é conhecido como o pai da administração moderna e o mais influente pensador do mundo da gestão. O “guru dos gurus” talvez seja o título mais popular que recebeu. Curiosamente essa era uma das alcunhas que mais desprezava. Drucker mencionava que o termo “guru” só é utilizado porque a palavra “charlatão” é longa demais. Independente dos títulos e terminologias viajar pela obra de Peter Drucker significa viajar pela história da gestão. É absolutamente surpreendente a contemporaneidade de conceitos e pensamentos que foram elaborados há mais de 60 anos (alguns remontam ao período pós 2ª Guerra Mundial). Fruto de seu pioneirismo e brilhantismo, sua influência é tão avassaladora que é difícil encontrar um único conceito do mundo da gestão que não tenha alguma referência fundamentada em um de seus pensamentos Ao longo de seus 95 anos de vida (faleceu em 11 de novembro de 2005), escreveu mais de 38 livros que venderam milhões de cópias em 37 idiomas. Nascido na Áustria tornou-se cidadão americano em 1943. Nessa época o ambiente acadêmico dirigia sua atenção predominantemente ao contexto econômico, Drucker, porém, interessou-se desde cedo pelo mundo da gestão. Como resultado deste interesse publicou em 1945 sua primeira obra que se tornou um clássico: “Concept of Corporation”.

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    #DANESEACRISE

    04 fevereiro 2014

    O Brasil é mesmo uma montanha russa. Há 3 anos éramos a bola da vez. Eventos esportivos, mercado de trabalho aquecido, juros baixos, real alto e parecia que estávamos em um país amadurecido, de 1º mundo. Pois hoje a realidade é outra. Fomos do céu ao inferno em meses, dias… Devido a nossa situação atual tenho recebido diversas consultas e preocupações acerca do futuro. Minha sugestão: foco na nossa prosperidade. Vamos trabalhar duro e fazer a nossa parte. Não pense que esse conselho está lastreado em uma ingenuidade desmedida. Pelo contrário, minha crença se baseia na minha história e em todas as crises que já participei e superei no Brasil como profissional. Vamos ver se não esqueci de nenhuma:

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    Aqueles que renunciam à liberdade em troca de promessas de segurança acabarão sem uma nem outra

    21 janeiro 2014

    Essa minha experiência com o projeto Geração de Valor tem sido fantástica. Um dos aspectos mais relevantes tem sido observar um desejo profundo das pessoas em fazer a diferença em suas vidas. Como o trabalho acabou ocupando lugar central na evolução da sociedade (a propósito, muitas vezes um espaço que não é dele), a questão de empreender emerge com muita força. Diariamente recebo mensagens com pessoas pedindo opinião e auxílio em seus projetos. Infelizmente não consigo dar a atenção devida a todas esses pedidos, seja por que não tenho tempo disponível, seja pela falta de conhecimento em temas específicos. O principal fator de reflexão, no entanto, que vejo, quase de forma generalizada, nesses casos se refere ao temor da mudança. Me refiro ao receio de abrir mão da zona de conforto para partir para o desconhecido. Recentemente li uma citação de Voltaire que adorei e acho muito oportuno como referência a todos que se encontram nessa fase: “Aqueles que renunciam à liberdade em troca de promessas de segurança acabarão sem uma nem outra” No final do dia é imperativo encontrar sua real vocação e batalhar com unhas e dentes pelo que é seu. Abdicar dessa busca significa, muitas vezes, abrir mão da própria existência e pode resultar na perda da segurança almejada. Pois então vejamos: se você atua com algo que não é vocacionado, posso inferir que não dá seu melhor, pois não tem motivação. Não dando seu melhor, não irá performar adequadamente. Não perfomando será mandado embora assim que surgir uma opção melhor e mais barata que você. Ou seja: não tem jeito. Ou nos comprometemos com nosso melhor, mesmo assumindo os riscos que essa escolha traz, ou corremos o risco de sermos descartados. Faz sentido? Se faz, não perca tempo. Encontro o sentido de sua vida. Rápido. 😉

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